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Brasil

Reforço com Pfizer protege mais quem tomou Coronavac, diz estudo

Estudo feito pela Universidade de Oxford teve resultados apresentados pelo Ministério da Saúde nesta sexta (17/12)

17/12/2021 15:55, atualizado 17/12/2021 15:57
Hugo Barreto/Metrópoles
Fotografia colorida. Enfermeira aplica dose de vacina no braço de pessoa

O reforço da vacina contra Covid-19 feito com o imunizante da Pfizer protege quem recebeu duas doses da Coronavac com mais eficiência. A informação é do estudo da Universidade de Oxford encomendado pelo Ministério da Saúde.

O Ministério da Saúde apresentou, nesta sexta-feira (17/12), o resultado de um estudo feito em parceria com a Universidade de Oxford para avaliar a aplicação de doses de reforço contra a Covid-19. Os dados foram divulgados em evento nesta tarde, com participação do ministro Marcelo Queiroga e da pesquisadora Sue Ann Clemens, professora da instituição de ensino britânica.

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Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, anunciou redução desse prazo de 4 para 3 meses
A Professora Sue Ann Costa Clemens dirige o Programa de Mestrado em Vacinologia da Universidade de Siena, na Itália, e é professora de Saúde Global na Universidade de Oxford, em Londres
Com o avanço da variante, DF reduziu o intervalo da dose de reforço de 5 meses para 4 meses
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Com o avanço da variante, DF reduziu o intervalo da dose de reforço de 5 meses para 4 meses

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, anunciou redução desse prazo de 4 para 3 meses
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Marcelo Queiroga, ministro da Saúde, anunciou redução desse prazo de 4 para 3 meses

Igo Estrela/Metrópoles
A Professora Sue Ann Costa Clemens dirige o Programa de Mestrado em Vacinologia da Universidade de Siena, na Itália, e é professora de Saúde Global na Universidade de Oxford, em Londres
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A Professora Sue Ann Costa Clemens dirige o Programa de Mestrado em Vacinologia da Universidade de Siena, na Itália, e é professora de Saúde Global na Universidade de Oxford, em Londres

Divulgação / Leo Aversa

O estudo separou dois grupos que haviam recebido as duas doses da Coronavac. Um de 18 a 60 anos e outro com maiores de 60 anos, em São Paulo e Salvador.

A dose de reforço foi aplicada 28 dias depois. “Todas as vacinas estimularam o sistema imune”, destacou Sue Ann.

Imunizantes da Astrazeneca, Janssen e Pfizer induziram anticorpos em adultos e idosos. Já a vacina Coronavac induziu anticorpos em adultos e em 2/3 dos idosos. O imunizante do Instituto Butantan aumentou os anticorpos em sete vezes. O da Janssen, 61 vezes. O da AstraZeneca, 85 vezes. Já o da Pfizer, 175 vezes.

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O resultado reforça a orientação do Ministério da Saúde no PNI para vacinação com dose de reforço da Pfizer. “A vacina com vírus inativado não deve ser usada para dose de reforço”, disse Queiroga.

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Parceria com Universidade de Oxford

A pesquisa do Ministério da Saúde foi desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, e teve início em julho deste ano. O estudo foi aplicado em Salvador, na Bahia, e na capital de São Paulo, com quatro grupos de 300 voluntários.

Cada turma recebeu a terceira dose de um imunizante diferente: Coronavac, Pfizer, AstraZeneca e Janssen. A primeira etapa do esquema vacinal dos participantes foi realizada com duas doses de Coronavac.

Em julho, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga explicou que a ideia de aplicar a terceira dose em pessoas vacinadas com a Coronavac visava avaliar a efetividade do imunizante a longo prazo. Ele alegou que não existem publicações detalhadas sobre a duração da eficácia garantida pelo fármaco. O estudo não teve participação do Instituto Butantan.