Ratinho se livra de pagar R$ 50 mil a deputada federal petista

A Justiça entendeu que falas sobre a parlamentar de Ratinho se inseriram em um contexto de “ferrenha crítica política”

atualizado

metropoles.com

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Ratinho
1 de 1 Ratinho - Foto: Reprodução

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Norte (TJRN) negou ação da deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) que solicitava que o apresentador Ratinho pagasse R$ 50 mil para a parlamentar por comentários feitos durante uma transmissão de rádio em 2021.

Além do montante, a parlamentar pedia a retratação pública por parte de Ratinho. A informação consta em decisão da última quarta-feira (15/4) à qual o Metrópoles teve acesso.

A decisão é monocrática, do juiz Paulo Sérgio da Silva Lima, e ainda cabe recurso dentro do próprio TJRN.

Durante participação no programa “Turma do Ratinho”, o apresentador criticou a atuação política da parlamentar: “Não dá para pegar uma metralhadora”, disse.

Tendo em vista isso, Natália Bonavides entrou na Justiça alegando que Ratinho utilizou termos ofensivos e misóginos, “além de incitar violência, extrapolando o direito de crítica”.

Nos autos do processo, a defesa do apresentador alegou que as manifestações ocorreram dentro do exercício da liberdade de expressão e do direito de crítica jornalística, “com tom jocoso e humorístico, voltadas a ato de agente pública”.

Na decisão, o juiz Paulo Sérgio da Silva Lima entendeu que as declarações de Ratinho se inseriram em um contexto de “ferrenha crítica política” e que agentes públicos devem ter maior tolerância a críticas, mesmo as que possuem tom jocoso ou irônico. O magistrado considerou que as manifestações não ultrapassaram os limites da liberdade de expressão e do direito de crítica jornalística.

“Portanto, ante a ausência de ato ilícito indenizável remanescente e o comprovado adimplemento da obrigação solidária em demanda anterior, a improcedência é medida que se impõe”, alegou o juiz.

A decisão também traz que a deputada já havia obtido sucesso em uma ação contra a emissora de rádio Sistema Massa, recebendo indenização e retratação pelos mesmos fatos. Segundo o juiz, como a responsabilidade entre autor e veículo é solidária, o pagamento efetuado pela empresa extinguiu a obrigação do apresentador, evitando uma dupla penalização.

Em nota ao Metrópoles,  a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) disse que vai recorrer da decisão.

“Não há decisão que apague a violência do que foi dito. As falas do apresentador Ratinho foram misóginas, agressivas e ultrapassaram os limites do debate democrático; isso é violência política de gênero. Aliás, o Tribunal de Justiça do DF já condenou a concessão pública de rádio da qual ele é sócio exatamente por isso.

Bom lembrar também que, há poucos dias, a denúncia contra ele sobre violência de gênero também foi recebida pela Justiça Eleitoral de SP. Nessa decisão de primeiro grau no RN, buscamos responsabilizá-lo individualmente, porque as ofensas dele também foram propagadas em canais na internet e, em razão de tudo isso, recorreremos ao TJRN.

Sugerir que uma parlamentar seja “metralhada” e dizer que ela deveria “lavar a cueca do marido” não é liberdade de expressão ou debate político, é violência. Vamos buscar justiça porque esse tipo de ataque faz parte de uma estratégia para intimidar e expulsar mulheres da política, e nós não aceitaremos que esse tipo de prática nos impeça de estar nas lutas pela dignidade do povo brasileiro”.

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A deputada federal Natália Bonavides, candidata à Prefeitura de Natal, recebeu as doações do PT
Deputada Natália Bonavides (PT)
Natália Bonavides
À esquerda, a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN); à direita, Ratinho
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À esquerda, a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN); à direita, Ratinho

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A deputada federal Natália Bonavides, candidata à Prefeitura de Natal, recebeu as doações do PT
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A deputada federal Natália Bonavides, candidata à Prefeitura de Natal, recebeu as doações do PT

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Deputada Natália Bonavides (PT)
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Deputada Natália Bonavides (PT)

Zeca Ribeiro / Câmara dos Deputados
Natália Bonavides
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Natália Bonavides

Divulgação PT

Ratinho réu

Em outro processo, Ratinho, virou réu na Justiça Eleitoral em São Paulo pelo crime de violência política contra a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN). A denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral foi aceita na segunda-feira (15/4).

De acordo com a denúncia, durante a transmissão de um programa da Massa FM em 15 de dezembro de 2021, o apresentador fez comentários ofensivos e discriminatórios ao comentar um projeto de lei de autoria da parlamentar. Ele afirmou que a deputada deveria ser “metralhada” e afirmou que era para ela “ir lavar roupa e costurar as calças e cuecas do seu marido”.

As declarações foram comprovadas por meio de gravação e transcrição.

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O apresentador Ratinho
Ele foi criticado por uma fala homofóbica no programa de ontem
Apresentador Ratinho voltou a causar polêmica
Ratinho é responsável pelo Programa do Ratinho
Ratinho foi acusado por Erika Hilton de ter feito declarações machistas e misóginas em seu programa no SBT
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Ratinho foi acusado por Erika Hilton de ter feito declarações machistas e misóginas em seu programa no SBT

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O apresentador Ratinho
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O apresentador Ratinho

Ele foi criticado por uma fala homofóbica no programa de ontem
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Ele foi criticado por uma fala homofóbica no programa de ontem

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Apresentador Ratinho voltou a causar polêmica
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Apresentador Ratinho voltou a causar polêmica

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Ratinho é responsável pelo Programa do Ratinho
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Ratinho é responsável pelo Programa do Ratinho

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Segundo a acusação, as falas tiveram o objetivo de constranger e humilhar a deputada, com uso de estereótipos de gênero e menosprezo à sua condição de mulher, com a finalidade de dificultar o exercício do mandato eletivo.

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