Ratinho vira réu por sugerir “metralhar” deputada do PT

Ratinho é acusado de violência política contra a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN) durante programa de rádio em 2021

atualizado

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Créditos: Reprodução/SBT; Divulgação/Natália Benevides
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1 de 1 ratinhonatalia - Foto: Créditos: Reprodução/SBT; Divulgação/Natália Benevides

O apresentador Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, virou réu na Justiça Eleitoral em São Paulo pelo crime de violência política contra a deputada federal Natália Bonavides (PT-RN). A denúncia feita pelo Ministério Público Eleitoral foi aceita nesta segunda-feira (15/4).

De acordo com a denúncia, durante a transmissão de um programa da Massa FM em 15 de dezembro de 2021, o apresentador fez comentários ofensivos e discriminatórios ao comentar um projeto de lei de autoria da parlamentar. Ele afirmou que a deputada deveria ser “metralhada” e afirmou que era para ela “ir lavar roupa e costurar as calças e cuecas do seu marido”. As declarações foram comprovadas por meio de gravação e transcrição.

Segundo a acusação, as falas tiveram o objetivo de constranger e humilhar a deputada, com uso de estereótipos de gênero e menosprezo à sua condição de mulher, com a finalidade de dificultar o exercício do mandato eletivo.

A parlamentar potiguar propôs que a expressão “marido e mulher” não fosse mais usada nas cerimônias de casamento civil, substituindo-a por termos como família ou casais.

Ratinho vai responder por infração ao artigo 326-B do Código Eleitoral, que define o crime de violência política contra a mulher e estabelece pena de reclusão de 1 a 4 anos, mais multa, que pode chegar a R$ 1 milhão.

A deputada federal Natália Bonavides comemorou a decisão da Justiça Eleitoral pelas redes sociais dela. Na publicação, ela afirma que as falas de Ratinho “foram ataques graves, violentos e carregados de machismo. Sugerir que uma deputada eleita seja “metralhada” e tentar me reduzir ao espaço doméstico não é debate político, é intimidação, é tentativa de silenciamento”. A parlamentar ainda destacou que a decisão da Justiça “reconhece a gravidade do que aconteceu e manda um recado claro: a democracia não pode conviver com ameaças, nem com a naturalização da violência contra mulheres na política”.

 


A reportagem solicitou uma posição ao apresentador, mas não obteve resposta. O espaço segue aberto para manifestação.

Polêmica com Erika Hilton

Recentemente, Ratinho foi acusado de transfobia pela deputada federal Erika Hilton (PSol-SP). A parlamentar processa o comunicador após falas no programa dele no SBT, no último dia 11 de março.

Na ocasião, ele disse: “Ela não é mulher, ela é trans. Teve uma votação hoje, e deram a Comissão da Mulher para uma mulher trans. Eu não achei muito justo, não. Tem tanta mulher, por que vai dar para uma mulher trans? Para ser mulher tem que ter útero, menstruar, tem que ficar chata três, quatro dias”.

Erika Hilton e o Ministério Público Federal (MPF) pedem R$ 10 milhões em multa após as falas.

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