Ramagem sobre sanções: “Meio de encerrar o sistema autoritário”
Um dos condenados no julgamento da trama golpista, o deputado federal Alexandre Ramagem se manifestou a favor das sanções às autoridades
atualizado
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O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ), condenado no julgamento da trama golpista, manifestou-se sobre as sanções anunciadas pelos Estados Unidos a autoridades brasileiras e seus familiares, nesta segunda-feira (22/9).
Em um texto no qual demonstra ser favorável às medidas adotadas pelos EUA, Ramagem disse: “A Justiça brasileira sendo condenada no cenário internacional por reiterado abuso de poder. As sanções são previstas igualmente a colaboradores, facilitadores, financiadores e refúgios financeiros de violadores de direitos humanos declarados mundialmente”.
Ainda segundo o deputado, “levas de sanções demonstram continuar como meio de encerrar o sistema autoritário implantado no Brasil, de instrumentalização política da Justiça, com graves perseguições e arbitrariedades. Não há outro caminho para salvar o Brasil e trazer uma verdadeira normalidade democrática”.
Nesta segunda, o governo norte-americano anunciou a sanção ao advogado-geral da União, Jorge Messias, alegando arbitrariedades e violações de direitos humanos, por parte da Justiça brasileira.
A advogada Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e o instituto da família do ministro, o Lex Instituto de Estudos Jurídicos, também foram sancionados pelo governo norte-americano, via Lei Magnitsky.
Condenado
O parlamentar, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e atualmente deputado federal, foi condenado neste mês pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 16 anos e um mês de prisão por tentativa de golpe de Estado, junto ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Os ministros também decidiram pela perda do mandato de Ramagem. Entretanto, ele permanece em exercício da função.
