Messias critica revogação de visto pelos EUA: “Agressão injusta”
O ministro da AGU, Jorge Messias, teve o visto revogado pelos Estados Unidos nesta segunda-feira (22/9)
atualizado
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A Advocacia-Geral da União (AGU) se manifestou nesta segunda-feira (22/9), após o anúncio do cancelamento do visto norte-americano do ministro Jorge Messias. O ministro é uma das autoridades brasileiras alvo de sanções dos EUA. A informação foi confirmada pela própria AGU.
“As mais recentes medidas aplicadas pelo governo dos EUA contra autoridades brasileiras e familiares agravam um desarrazoado conjunto de ações unilaterais, totalmente incompatíveis com a pacífica e harmoniosa condução de relações diplomáticas e econômicas edificadas ao longo de 200 anos entre os dois países”, afirmou Messias em nota.
Segundo ele, “diante desta agressão injusta, reafirmo meu integral compromisso com a independência constitucional do nosso Sistema de Justiça e recebo sem receios a medida especificamente contra mim dirigida”. O AGU ainda ressaltou que: “Quando um Estado ataca um advogado por exercer a defesa de seu cliente, fica evidente que os princípios fundamentais do Estado democrático de Direito foram gravemente violados”, disse.
Uma possível revogação do visto do AGU era especulada por figuras ligadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), como o influencer Paulo Figueiredo, que tem participado desse tipo de articulação nos EUA.
De acordo com o deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, e principal articulador junto ao governo norte-americano, os EUA ainda devem anunciar novas sanções contra figuras consideradas aliadas ao governo Lula (PT), nesta semana.
Ainda de acordo com o filho do ex-presidente, o motivo das sanções desta segunda, seria a “perseguição” política, “cujo único remédio possível é uma anistia dos fatos começando em 2019, para que não haja possibilidade de desengavetar qualquer desculpa para perseguir opositor político, é somente assim que a gente vai conseguir diminuir essa temperatura”, nas palavras do parlamentar.
Sanções à esposa de Moraes
Além de Messias, Viviane Barci, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), também foi alvo de sanções dos EUA nesta segunda. O Departamento do Tesouro dos EUA anunciou a aplicação da lei Magnitsky contra ela e o Lex Instituto de Estudos Jurídicos. Duas das filhas de Moraes também são sócias do instituto.
O governo brasileiro espera novas sanções após a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) a 27 anos de prisão, neste mês. Figuras ligadas ao presidente dos EUA, Donald Trump, sinalizam novas sanções, desde então.
