Rachadinha pode ter comprado apartamento de Flávio no RJ, diz jornal

Filho do presidente Bolsonaro diz ter vendido imóvel para comprar mansão em Brasília. Denúncia é do Ministério Público do Rio de Janeiro

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Senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro
1 de 1 Senador Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro - Foto: Hugo Barreto/Metrópoles

Denúncia oferecida pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), contra o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), em outubro do ano passado, mostra que salários de ex-funcionários do antigo gabinete dele na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) podem ter sido utilizados, por meio de rachadinhas, para a compra do apartamento de Flávio na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

A informação é do jornal O Globo, e foi divulgada na manhã desta quarta-feira (3/3).

Recentemente, o filho mais velho do presidente comprou uma mansão avaliada em quase R$ 6 milhões, no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Segundo o senador, a transação foi feita após vendas do imóvel na Barra da Tijuca, e de uma filial da loja de chocolates da qual é sócio.

As suspeitas do MPRJ quanto a aquisição do apartamento no RJ, em 2014, foram levantadas após dois anos de investigação, segundo

O Globo. De acordo com o jornal, Flávio e sua esposa, Fernando Antunes Figueira Bolsonaro, são suspeitos de terem utilizado recursos ilícitos desviados da Alerj para pagar o suposto “sinal” de R$ 50 mil do apartamento na Barra, assim como parcelas de um financiamento imobiliário que teria sido usado para quitá-lo, e e impostos referentes à propriedade.

Sinal

O MPRJ também teria identificado que, duas semanas antes do pagamento do imóvel, a mulher do senador não tinha saldo para pagar o cheque de R$ 50 mil referente ao valor do “sinal” para compra do apartamento.

No entanto, em um dia, a situação era outra, e no fim de abril, a conta de Fernanda teria recebido depósitos fracionados de R$ 20 mil. Conforme a denúncia relatada pelo O Globo, esse pagamento teria sido em dinheiro vivo com o objetivo de “ocultar a origem dos recursos”.

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A mansão é avaliada em quase R$ 6 milhões
Condomínio Ouro Branco, onde está localizada a mansão que será a nova casa do senador Flávio Bolsonaro
O senador Flávio Bolsonaro
Senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) entra com processo contra Jorge Kajuru no Conselho de Ética
Flávio Bolsonaro e a mulher, Fernanda, em Fernando de Noronha
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Condomínio Ouro Branco, onde está localizada a mansão que será a nova casa do senador Flávio Bolsonaro, avaliada em quase R$ 6 milhões

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Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro
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Fabrício Queiroz e Flávio Bolsonaro

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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
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Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)

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A investigação também teria concluído que o senador passou a receber depósitos fracionados em sua conta em datas próximas aos pagamentos de parcelas do financiamento imobiliário contratado para a compra do imóvel na Barra da Tijuca, em junho de 2014.

Na denúncia, são listados depósitos até agosto de 2018. Segundo as informações do jornal, Flávio teria recebido R$ 9 mil em depósitos uma semana antes de pagar uma parcela de R$ 8,5 mil do financiamento.

Segundo a suposta denúncia, o casal Bolsonaro também teria pago a maior parte do IPTU de 2016 e 2017 em dinheiro vivo, para evitar rastros no sistema financeiro nacional sobre a origem dos recursos utilizados. Apenas R$ 924,30 dos R$ 17,4 mil de impostos foram debitados da conta de Flávio.

Todos esses valores, além de outros envolvidos na denúncia, podem ter sido arrecadados via rachadinha, segundo informações do O Globo. As conclusões do MPRJ foram possibilitadas a partir da quebra de sigilo fiscal e bancária do senador, sua esposa, e de outros envolvidos.

No entanto, a quebra do sigilo foi anulada na semana passada pela Quinta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), por “falta de fundamentação”, a pedido dos advogados do parlamentar.

O Metrópoles entrou em contato com o MPRJ para averiguar os fatos relatados, mas não obteve resposta até a última atualização da reportagem.

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