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“Quero jantar.” Defesa de Heleno explica pedido inusitado a Moraes

Advogado de Augusto Heleno explicou o motivo pelo qual pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do STF, que adiasse início de interrogatórios

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Reprodução de imagem colorida do advogado Matheus Milanez, que representa o general Augusto Heleno - Metrópoles
1 de 1 Reprodução de imagem colorida do advogado Matheus Milanez, que representa o general Augusto Heleno - Metrópoles - Foto: Reprodução/TV Justiça

O advogado Matheus Milanez, que representa o general Augusto Heleno, justificou nesta quarta-feira (27/8), em entrevista ao programa Acorda, Metrópoles, o motivo pelo qual pediu ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que adiasse em alguns minutos o início dos interrogatórios, em junho, sobre a trama golpista, para que pudesse jantar. A interação arrancou risadas do ministro.

“Então, a minha fala foi no sentido de, realmente, nós ficamos até a tarde do dia, não havia necessidade de começar tão cedo. Então, não havia necessidade de se postergar para tão tarde, porque tinha já horários fechados”, apontou Milanez.


O que aconteceu?

  • A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu, em 9 de junho, dois réus na ação penal que investiga uma suposta trama golpista para reverter o resultado das eleições presidenciais de 2022, vencidas por Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
  • Ao fim da sessão, um pedido inusitado do advogado do general Augusto Heleno, Matheus Milanez, tirou risos do ministro Alexandre de Moraes.
  • Advogado de Heleno: “O motivo da minha intervenção é bem pontual. São quase 20h da noite, audiência amanhã se inicia às 9h. Considerando que temos que chegar meia hora antes, nós viemos em um carro, eu tenho que levar o general para casa, preciso ir para minha casa. Minimamente, eu quero jantar, excelência. Eu só tomei café da manhã”.
  • Moraes respondeu: “Imagina eu.”
  • Advogado de Heleno: ”Eu ia pedir a gentileza, rogo a esta turma, por favor, se tem como colocar um pouco mais tarde amanhã”.
  • Moraes: ”Doutor, vamos ver se terminamos amanhã. Daí, o senhor tem quarta-feira para tomar um belo brunch, na quinta-feira, um jantar, que é Dia dos Namorados. E, na sexta, Dia de Santo Antônio, vai comemorar numa quermesse. Se a gente começa a atrasar, a gente não acaba. Dá tempo, o general Heleno vai pedir para o senhor dar uma acelerada no carro. Só não vai ser multado, doutor”, brincou Moraes.

Segundo ele, “com todo o respeito, mas um dia a mais ou um dia a menos, ou quem interferir no processo em si, no andamento da causa, nada estava sendo feito no sentido de conquistar o andamento ou atrasar”.

O advogado destacou que o “interrogatório não é um ambiente leve” e que considerou positiva a interação com Moraes para proporcionar uma “distensão”.

Veja o momento em que Milanez faz pedido a Moraes:

“E essa comunicação, como você dizia na audiência de instituição, entre os advogados, o juiz, o procurador, o Ministério Público – no caso, que ali era o procurador-geral da República – é muito comum, muito normal, e o ministro relator é uma pessoa de bom humor, eu acho o espírito leve até nesse sentido”, conta Milanez.


Trama golpista

  • General Augusto Heleno é ex-ministro de Estado chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, na gestão de Bolsonaro.
  • Heleno foi ouvido no contexto da Ação Penal nº 2.668, que trata da suposta trama golpista para manter o ex-presidente Bolsonaro (PL) no poder, após as eleições de 2022. Ele é um dos oito réus investigados por supostamente tramarem um golpe de Estado no Brasil. O general pertence ao núcleo 1, também chamado de núcleo crucial do caso, conforme denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR).
  • Todos os réus respondem pelos crimes de: organização criminosa armada; tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito; golpe de Estado; dano qualificado pela violência e grave ameaça contra o patrimônio da União, com considerável prejuízo para a vítima; e deterioração de patrimônio tombado.

Ele também brincou dizendo que, “quanto ao almoço e à organização”, estará preparado para as próximas audiências.

No dia seguinte, Moraes abriu a sessão e fez uma brincadeira com Milanez: ““Faço votos de que tenha jantado ontem”, descontraiu. Todos os integrantes no plenário riram com o ministro e o advogado.

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