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Quem é Gilson Machado, ex-ministro de Bolsonaro preso em Pernambuco

Gilson Machado é investigado por tentar ajudar Mauro Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro, a obter um passaporte português

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Gustavo Moreno/Metrópoles
Fotografia colorida de Gilson Machado
1 de 1 Fotografia colorida de Gilson Machado - Foto: Gustavo Moreno/Metrópoles

Gilson Machado (PL), ex-ministro do Turismo do governo Jair Bolsonaro (PL), foi preso, nesta sexta-feira (13/6), pela Polícia Federal (PF), em Recife (PE). Ele é investigado por supostamente tentar ajudar o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente, a obter um passaporte português com o objetivo de deixar o Brasil.

Na véspera da prisão, Gilson acompanhou Bolsonaro em visita à Natal, no Rio Grande do Norte.

Machado, presidiu a Embratur em dois mandatos, entre 2019 e 2020 e entre 2022 e 2023. Filiado ao Partido Liberal (PL), disputou o Senado por Pernambuco em 2022, obtendo cerca de 29,6% dos votos, mas não se elegeu. Ele também concorreu à prefeitura do Recife em 2024, ficando em 2º lugar, com 129.318 votos (13,9%).

Na ocasião, ele chegou a ter propaganda eleitoral suspensa por divulgação de fake news sobre creches municipais do Recife, com multa prevista de R$ 5 mil por inserção.

Sanfoneiro desde jovem, Gilson Machado teve uma banda de forró eletrônico, o Forró da Brucelose, onde atuou como vocalista e compositor. Ao assumir cargos públicos, tornou-se conhecido como o “ministro sanfoneiro”, pela frequente presença do instrumento em aparições públicas. Em 2020, tocou a música “Ave Maria” em uma live promovida por Bolsonaro em homenagem às vítimas da Covid‑19.

Ele é alvo de investigação, com pedido da Procuradoria‑Geral da República (PGR) ao Supremo Tribunal Federal (STF), por suspeita de tentar obstruir investigação relacionada à tentativa de golpe de Estado de 2022.

De acordo com a PF, em  12 de maio, Machado teria atuado junto ao consulado de Portugal no Recife para tentar obter um passaporte português em nome do tenente‑coronel Mauro Cid (ex‑ajudante de ordens de Bolsonaro), de modo a facilitar sua saída do país e escapar da Justiça.

Defesa

Em nota, Gilson Machado negou “veementemente ter ido a qualquer consulado, inclusive o português no Recife”. A declaração foi divulgada nesta semana, após a notícia de que ele teria atuado na obtenção do passaporte.

“Reitero nessa oportunidade, que apenas mantive contato telefônico em maio último, com o Consulado português, tão somente solicitando uma agenda para meu pai renovar o passaporte, o qual foi feito após dita solicitação”, completou.

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