Inscreva-se no canal MetrópolesTV no YouTube
Brasil

Queiroga aplica primeiras doses da vacina contra Covid 100% brasileira

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) poderá, a partir de agora, ter tratativas com outros países para fornecer o imunizante

22/02/2022 17:37, atualizado 22/02/2022 18:42
Igo Estrela/Metrópoles
Marcelo Queiroga aplica vacina brasileira da Fiocruz

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, realizou, nesta terça-feira (22/2), a vacinação de quatro pessoas com o imunizante Oxford/Astrazeneca, produzido totalmente no país. A vacina tem o Ingrediente Farmacêutico Ativo (IFA) produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), numa parceria com a AstraZeneca, e será entregue ao Ministério da Saúde para ser incluída no Programa Nacional de Imunizações (PNI).

“O pilar central da nossa estratégia [de enfrentamento à pandemia] foi a encomenda de tecnologia à Universidade Oxford, hoje com IFA produzido por essa instituição de excelência que é a Fiocruz. Investimos R$ 1,9 bilhão na encomenda tecnológica em uma vacina segura, eficaz, efetiva com resultados surpreendentes”, disse o ministro.

O evento de apresentação da vacina contou com a presença dos ministros João Roma, da Cidadania, e Ciro Nogueira, da Casa Civil. O embaixador do Reino Unido no Brasil, Peter Wilson, e o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello também estavam presentes.

Queiroga aplica primeiras doses da vacina contra Covid 100% brasileira - destaque galeria
7 imagens
Juliana François Santos, advogada de 44 anos, foi a primeira a receber o imunizante 100% brasileiro como dose de reforço
Ciro Nogueira estava presente na cerimônia
Ministro imunizou quatro pessoas em cerimônia
Ministros posaram para foto em frente ao Ministério da Saúde
Ex-ministro, Eduardo Pazuello também estava presente
Zé Gotinha é mascote oficial da vacinação contra a poliomielite
1 de 7

Zé Gotinha é mascote oficial da vacinação contra a poliomielite

Igo Estrela/Metrópoles
Juliana François Santos, advogada de 44 anos, foi a primeira a receber o imunizante 100% brasileiro como dose de reforço
2 de 7

Juliana François Santos, advogada de 44 anos, foi a primeira a receber o imunizante 100% brasileiro como dose de reforço

Igo Estrela/Metrópoles
Ciro Nogueira estava presente na cerimônia
3 de 7

Ciro Nogueira estava presente na cerimônia

Igo Estrela/Metrópoles
Ministro imunizou quatro pessoas em cerimônia
4 de 7

Ministro imunizou quatro pessoas em cerimônia

Igo Estrela/Metrópoles
Ministros posaram para foto em frente ao Ministério da Saúde
5 de 7

Ministros posaram para foto em frente ao Ministério da Saúde

Igo Estrela/Metrópoles
Ex-ministro, Eduardo Pazuello também estava presente
6 de 7

Ex-ministro, Eduardo Pazuello também estava presente

Igo Estrela/Metrópoles
O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira
7 de 7

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, e o ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira

Igo Estrela/Metrópoles

O ministro aplicou doses da vacina em quatro pessoas. A pesquisadora SueAnn Clemens, da Universidade de Oxford, aplicou o imunizante em outras duas pessoas.

Entre no canal de WhatsApp do Metrópoles

Receba no seu email as notícias de Boletim Metrópoles

Frequência de envio: Diário

Ver todas as newsletters

O governo brasileiro firmou parceria de transferência de tecnologia entre a farmacêutica AstraZeneca e a Fiocruz. De acordo com o ministério, os primeiros lotes de IFA nacional foram produzidos em julho de 2021. Anteriormente, era necessário importar a matéria-prima para as vacinas contra Covid-19 aplicadas no Brasil.

“Esse é um dia histórico para nossa instituição, no mesmo ano em que comemoramos o centenário de Oswaldo Cruz”, afirmou a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade. A dirigente da instituição afirmou que o imunizante produzido em BioManguinhos é o mais barato entre os adquiridos no combate à pandemia.

Além de reforçar a Campanha Nacional de Imunizações contra a Covid-19, as doses brasileiras também poderão ser adquiridas por outros países. “É necessário que a vacina produzida na Fiocruz obtenha o registro emergencial na Organização Mundial da Saúde (OMS)”, explicou Queiroga. As tratativas, neste caso, são feitas diretamente com a instituição de pesquisa.