Queiroga diz que país assiste à estabilização no nº de casos de Covid

Apesar da leve redução na quantidade de casos, o ministro ressaltou que os índices de morte pela doença ainda permanecem altos

atualizado 16/02/2022 19:26

Ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, assina termo de ações para o cuidado às pessoas com condições pós-covid. Rafaela FeliccianoMetrópoles

O ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou, nesta quarta-feira (16/2), que o governo assiste à estabilização no número de infecções por Covid. O país enfrentou aumento na média móvel de mortes, devido ao avanço da variante Ômicron.

A declaração de Queiroga foi dada durante o anúncio da liberação de recursos, no montante de R$ 160 milhões, para o Distrito Federal e para os municípios. A quantia deverá ser destinada a ações de atendimento a pacientes com sequelas da Covid.

Dados do Consórcio de Veículos de Imprensa* apontam que, em 3 de janeiro, a média móvel de casos era de 188,1 mil. Na terça-feira (15/2), o  índice caiu para 127 mil.

“Já assistimos a uma estabilização do número de casos da variante Ômicron, com tendência de queda”, pontuou Queiroga.


O que se sabe sobre a presença do subtipo da Ômicron no Brasil

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Apesar da leve redução na quantidade de casos, os índices de morte pela doença ainda permanecem altos. Nas últimas 24 horas, o Brasil registrou 854 óbitos provocados pela Covid-19 e a média diária foi a 839, no oitavo dia seguido com mais de 800 mortes. O número é 29,2% maior que o verificado há 14 dias.

“A média móvel de óbitos ainda é em torno de 800 casos por dia. Não queremos essa média. Mas, se lembrarmos da variante gama, houve dias com mais de 3 mil casos de média. Sem dúvidas, avançamos muito”, ressaltou Queiroga.

O ministro disse que, apesar da escalada de casos e mortes após as festas de fim de ano, o país não enfrentou um colapso na rede de saúde.

“Nosso sistema de saúde tem dado as respostas, na atenção primária e na atenção especializada. Não enfrentamos, como nas outras ondas, um colapso no sistema de saúde, isso se deve ao fortalecimento do SUS durante a pandemia”, afirmou.

*O Consórcio de Veículos de Imprensa é formado por G1, O Globo, Extra, Estadão, Folha e UOL.

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