Quaest: Motta vira principal alvo da campanha “inimigos do povo” nas redes

Pesquisa Quaest apurou 4,4 milhões de menções nas redes sociais relacionadas à crise entre Executivo e Legislativo, e 8% citaram Motta

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Imagem colorida mostra homem de terno e óculos de grau segurando microfone na mão
1 de 1 Imagem colorida mostra homem de terno e óculos de grau segurando microfone na mão - Foto: Reprodução/YouTube

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), tornou-se alvo direto de críticas e menções negativas nas redes sociais, após a crise evidenciada entre os poderes Executivo e Legislativo, nas últimas semanas. Conforme pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira (4/7), ele foi citado em 8% das menções críticas relacionadas ao tema.

O levantamento da Quaest coletou 4,4 milhões de menções nas redes sociais, entre 24 de junho a 4 de julho deste ano. Segundo a Quaest, Motta passou a ser visto como um símbolo do chamado “Congresso da Mamata”, termo que viralizou e integra a lista dos tópicos mais comentados.

Na avaliação do instituto, os 8% de menções a Hugo Motta significam a personalização das críticas ao Congresso. Uma publicação relacionada ao patrimônio dele, e que teve mais de 34,7 mil visualizações, foi destacada no relatório da pesquisa.

“Quem declara aeronave como patrimônio tem condições de decidir o que é melhor para quem anda de transporte público? Taí a última declaração de bens de Hugo Motta, mostrando que de luxo ele entende”, diz trecho da mensagem.

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Hugo Motta, presidente da Câmara, durante votação da derrubada do decreto do IOF
Hugo Motta, presidente da Câmara, durante votação da derrubada do decreto do IOF
Hugo Motta e o líder do PL, Sóstenes Cavalcante
Hugo Motta entrou na mira de Trump por conta do PL da Anistia
O presidente da Câmara, Hugo Motta
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VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
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Hugo Motta entrou na mira de Trump por conta do PL da Anistia
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Hugo Motta entrou na mira de Trump por conta do PL da Anistia

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Congresso x governo federal

Desde o começo do embate direto entre Legislativo e Executivo, 61% de menções negativas, relacionadas ao tema, foram feitas ao Congresso e 11% ao governo. Foram acompanhadas as plataformas: Twitter (X), Instagram, Facebook, Reddit, Tumblr e YouTube) e site de notícias.

Nos últimos dias, os perfis de partidos de esquerda, principalmente o Partido dos Trabalhadores (PT), têm divulgado vídeos que levantam a necessidade de ajustes na cobrança de impostos para promover justiça social no país.

Os vídeos acusam o Congresso de defender os interesses dos ricos e também miram o presidente da Câmara dos Deputados, acusado de não se importar com a parcela menos favorecida da população. “Quem alimenta o ‘nós contra eles’ acaba governando contra todos”, reagiu Motta em vídeo postado nas redes sociais nesta semana.

O começo da crise

O governo federal e o Congresso Nacional travam um embate em torno do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). A crise começou no dia 22 de maio deste ano, quando o governo federal publicou um decreto estabelecendo a cobrança de IOF em operações e investimentos antes isentos, além de aumentar alíquotas em algumas transações sob as quais já havia incidência do tributo. Depois disso, houve reação do Congresso e reuniões entre os poderes sobre o tema.

Um acordo chegou a ser divulgado, mas as lideranças da Câmara e do Senado recuaram. Sem um consenso, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), editou um novo decreto sobre o IOF em 11 de junho. No entanto, o ato presidencial foi tornado nulo com a aprovação no Congresso de um decreto legislativo no último dia 25.

Em meio aos embates entre os Poderes, outros temas envolvendo justiça fiscal entraram nas discussões. Um exemplo foi a proposição do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para a cobrança do Imposto de Renda sobre os inventimentos em Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) e Letras de Crédito Imobiliário (LCIs), hoje isentas.

A derrubada do decreto assinado por Lula foi chegou ao Supremo Tribunal Federal (STF) por meio de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) na última sexta-feira (27/6). Na última terça-feira (1º/7), a Advocacia-Geral da União (AGU) decidiu ingressar na Corte para questionar a decisão do Congresso e restabelecer a validade do decreto assinado pelo presidente.

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