Lula minimiza crise com o Congresso: “Bom para a gente sentar à mesa”
Durante evento no Rio de Janeiro, o presidente Lula voltou a falar em reeleição e mandou recado para os adversários
atualizado
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Rio de Janeiro — O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) minimizou as recentes tensões com o Congresso Nacional, causadas pelo decreto que aumentou alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF). Em discurso no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (4/7), o presidente afirmou que, “quando tem uma divergência, é bom para a gente sentar à mesa, conversar e resolver”.
“Parece que tem uma guerra entre o governo e o Congresso. Eu sou muito agradecido à relação que tenho com o Congresso. O Congresso aprovou 99% das coisas que mandamos. Quando tem uma divergência, é bom para a gente sentar à mesa, conversar e resolver”, destacou o titular do Planalto.
O presidente participou do anúncio de investimentos da Petrobras no setor de refino e petroquímico do Rio de Janeiro, no valor de R$ 33 bilhões.
Ainda sobre a relação com o parlamento, Lula alegou que adversários estão pensando nas eleições de 2026, e frisou: “Eles não sabem o que eu estou pensando. Se preparem porque, se tudo estiver como eu estou pensando, este país vai ter, pela primeira vez, um presidente eleito quatro vezes”.
Primeiro decreto derrubado em mais de 30 anos
- No último dia 25, a Câmara e o Senado decidiram pela derrubada do decreto presidencial de reajuste do IOF, algo que não acontecia há mais de 30 anos.
- A última vez que um decreto presidencial acabou derrubado pelo Congresso Nacional foi em 1992, no governo Fernando Collor de Mello.
- À época, o Congresso derrubou um decreto que alterava regras para o pagamento de precatórios, meses antes de a Câmara abrir o processo de impeachment contra o então presidente.
- Agora, em derrota expressiva para o governo, a Câmara aprovou a revogação com 383 votos favoráveis e 93 contrários e, horas depois, o Senado confirmou a anulação em votação simbólica.
Após a derrubada, o governo acionou o Supremo Tribunal Federal (STF) para rever a decisão do Congresso.
Nesta sexta, o ministro Alexandre de Moraes determinou a suspensão dos atos do Congresso e do Executivo e marcou uma audiência de conciliação para 15 de julho.
