Igor Gadelha

Bolsonaristas veem “vitória” do Congresso no IOF, mas criticam Moraes

Parlamentares bolsonaristas comemoraram decisão de Moraes sobre IOF como “vitória” do Congresso, mas criticaram “tutela” exagerada do STF

atualizado

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O ministro Alexandre de Moraes, do STF: impasse do IOF está sendo tratado na Corte
1 de 1 O ministro Alexandre de Moraes, do STF: impasse do IOF está sendo tratado na Corte - Foto: VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto

A decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes sobre o IOF provocou sentimentos confusos entre parlamentares bolsonaristas, que costumam se colocar publicamente como desafetos do magistrado.

Em despacho assinado nesta sexta-feira (4/7), Moraes suspendeu tanto o decreto do governo que aumentava o IOF, como a derrubada da medida pelo Congresso até uma audiência de conciliação entre as partes.

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A decisão de Moraes foi comemorada por parte dos aliados de Jair Bolsonaro como uma “vitória” do Congresso sobre o governo Lula. Ao mesmo tempo, porém, bolsonaristas usaram o despacho para criticar o magistrado.

“No 1º round da ‘guerra’ da judicialização do IOF, quem saiu ganhando foi o povo e o Congresso.
O povo — que continua livre do aumento do IOF. E se o Congresso não tivesse sustado, o aumento já estaria no seu cartão de crédito! O que importa ao PL é simples: mesmo com a decisão do STF, o povo segue sem pagar mais imposto.

Mas a decisão preocupa: O STF agora virou Tutor Geral da República? Vamos ter que propor uma PEC para oficializar esse novo “cargo” que já está exercendo…”, escreveu o líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), nas redes sociais.

O tom de crítica foi seguido pelos deputados bolsonaristas Alexandre Ramagem (PL-RJ) e Nikolas Ferreira (PL-MG). Ambos criticaram a “tutela” de Moraes sobre a decisão do Congresso Nacional.

“Fecha o Congresso e vai todo mundo pra casa logo”, disse Nikolas.

Já Ramagem, um dos réus no STF no caso da “Abin Paralela”, questionou se os mais de 300 parlamentares que votaram pela derrubada do decreto serão chamados por Moraes para a audiência de conciliação.

“Vão chamar agora todos os parlamentares para essa tal descabida conciliação? Trata-se de mais uma medida a consolidar inequivocamente o poder Judiciário, desvirtuando competências e se colocando acima dos demais”, disse Ramagem.

Flávio também critica

Já o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), filho “01” de Jair Bolsonaro, evitou elogiar a decisão de Moraes, mesmo com a manutenção da alíquota mais baixa do que a defendida pelo governo Lula.

Na avaliação do filho mais velho de Jair Bolsonaro, a decisão de Moraes seria um “jogo desleal”.  Para Flávio, “não cabe” ao Supremo ajudar o governo federal.

“O novo ‘fundamento’ para o STF não declarar a ação inepta e arquivá-la é que houve um ‘indesejável embate’. Vamos fazer uma ‘conciliação’? Não cabe ao STF ajudar o governo em suas pautas insanas!”, disse o senador.

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