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Brasil

Genial/Quaest: 52% rejeitam reduzir penas dos condenados pelo 8 de Janeiro

Levantamento também aponta que 54% dos entrevistados acreditam que nova lei busca beneficiar o ex-presidente Jair Bolsonaro

17/05/2026 16:11, atualizado 17/05/2026 16:20
Wey Alves/Metrópoles
Atos dos 8 de janeiro pediam intervenção militar após a derrota do ex-presidente Jair Bolsonaro nas eleições de 2022

Mais da metade dos brasileiros é contra a redução de penas dos condenados pelos atos de 8 de Janeiro de 2023, segundo levantamento Genial/Quaest divulgado neste domingo (17/5).

A pesquisa aponta que 52% dos entrevistados rejeitam a diminuição de pena, enquanto 39% se dizem favoráveis à medida. Outros 9% não souberam ou não responderam.

A Genial/Quaest começou a coleta de dados no mesmo dia em que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre (União-AP), promulgou a chamada Lei da Dosimetria, que pode reduzir penas de condenados pelo 8 de Janeiro.

O texto havia sido aprovado pelo Congresso em dezembro de 2025, mas foi vetado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em 30 de abril deste ano, porém, o veto foi derrubado em sessão conjunta da Câmara e do Senado presidida por Alcolumbre.

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Aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), condenado a mais de 27 anos de prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por participação na trama golpista, esperam que ele possa ser beneficiado por uma eventual redução de pena.

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A aplicação da nova lei em casos concretos, no entanto, foi suspensa por decisão do ministro do STF Alexandre de Moraes até que o plenário da Corte analise ações que questionam a constitucionalidade da norma.

O levantamento da Genial/Quaest também mostra que mais da metade dos entrevistados acredita que a Lei da Dosimetria foi aprovada para beneficiar Bolsonaro.

Segundo a pesquisa, 54% avaliam que o objetivo da norma foi reduzir a pena do ex-presidente, enquanto 34% entendem que a medida busca beneficiar todos os condenados pelos atos de 8 de Janeiro. Outros 12% não souberam ou não responderam.

A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.