Genial/Quaest: 48% defendem prisão de Bolsonaro e 45% discordam
Em dezembro de 2025, o percentual de apoio à prisão era de 55%. Também cresceu fatia que não vê participação de Bolsonaro em trama golpista
atualizado
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A parcela de brasileiros que concorda com a prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) diminuiu, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada neste domingo (17/5). O levantamento mostra que 48% defendem a prisão de Bolsonaro, enquanto 45% avaliam que o ex-presidente não deveria estar preso. Outros 7% não souberam ou não responderam.
Os números representam uma mudança em relação à pesquisa anterior, realizada em dezembro de 2025. Naquela ocasião, 55% afirmavam que Bolsonaro deveria estar preso, ante 40% que discordavam.
Bolsonaro está preso desde agosto de 2025, quando o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou sua prisão preventiva após o descumprimento de uma ordem judicial relacionada ao uso de redes sociais.
Em novembro do mesmo ano, o ex-presidente começou a cumprir pena após ser condenado por participação em uma trama golpista. O STF condenou Bolsonaro a mais de 27 anos de prisão. Desde a condenação, ele passou pelas carceragens da Superintendência da Polícia Federal em Brasília e da Papudinha. Atualmente, cumpre prisão domiciliar por questões de saúde.
A nova rodada da Genial/Quaest também aponta redução no apoio à prisão do ex-presidente entre eleitores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), adversário de Bolsonaro no segundo turno das eleições de 2022.
Entre os entrevistados que declararam voto em Lula, o percentual dos que defendem a prisão caiu de 87% (dezembro de 2025) para 80% (maio de 2026). Já os que avaliam que Bolsonaro não deveria estar preso passaram de 10% para 13%. Outros 7% não souberam ou não responderam.
Entre os eleitores de Bolsonaro, também houve redução no percentual dos que consideram que o ex-presidente deveria estar preso, de 14% para 9%.
A pesquisa ainda mostra um crescimento do número de entrevistados que avaliam que Bolsonaro não teve participação nos planos para impedir a posse de Lula em janeiro de 2023.
Segundo o levantamento, 41% afirmam que o ex-presidente não esteve envolvido na trama golpista — o maior índice registrado pela pesquisa. Entre dezembro de 2024 e setembro de 2025, esse percentual variava entre 34% e 36%.
Ao mesmo tempo, caiu para o menor patamar desde dezembro de 2024 o percentual dos que consideram que Bolsonaro participou da tentativa de golpe de Estado. O índice, que chegou a 54% em setembro de 2025, agora está em 45%.
O levantamento foi realizado entre os dias 8 e 11 de maio de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais em todo o país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
