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Brasil

PV aciona STF contra decreto de Bolsonaro sobre garimpo artesanal

Para o PV, o decreto dá "aparência de legalidade" ao garimpo, mas não fiscaliza ou controla a atividade

Mariah Aquino, Francisco Dutra27/02/2023 22:19, atualizado 27/02/2023 22:35
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Divulgação/Hutukara Associação Yanomami
PF foto colorida de campos de garimpo em território indígena Yanomami - Metrópoles

O Partido Verde (PV) protocolou, nesta segunda-feira (27/2), ação no Supremo Tribunal Federal (STF) contrária ao decreto assinado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) que instituiu o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Mineração Artesanal e em Pequena Escala.

A sigla argumenta que o decreto nº 10.966/2022 dá a “aparência de legalidade à extração mineral na região amazônica sem qualquer tipo de controle ou fiscalização, além de submeter a população indígena ao verdadeiro massacre garimpeiro na região amazônica”.

A Ação de Descumprimento de Preceitos Fundamentais (ADPF) 17231 pede que o decreto seja suspenso e declarado inconstitucional “para a manutenção dos direitos e garantias fundamentais violados”.

A petição aponta a exploração ilegal de ouro e outros metais na Amazônia é um dos principais vetores do desmatamento na região. O documento cita que “a taxa de desmatamento ilegal em áreas de extração clandestina de ouro aumentou mais de 90% entre 2017 e 2020” de acordo com pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP).

No mês passado, o PV apresentou também Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) na Corte para coibir o garimpo ilegal na Amazônia. “Há indícios ainda de que muitos dos créditos de ouro são oriundos de lavras não regulamentadas, aumentando a pressão do garimpo em territórios indígenas e deflagrando conflitos nas regiões”, argumentou a sigla.

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