PT pede que MP investigue atraso de João Doria para revisar Plano São Paulo

Revisão do plano que fez com que a Grande São Paulo voltasse a ter medidas restritivas ao comércio ocorreu um dia após eleição

atualizado 03/12/2020 18:18

Bruno Covas e João Doria anunciam renovação da F1 em Interlagos até 2025Fábio Vieira/Especial Metrópoles

São Paulo – O deputado estadual Paulo Fiorilo (PT-SP) pediu ao Ministério Público que investigue o motivo pelo qual o governador João Doria (PSDB) deixou a revisão do Plano São Paulo para o dia seguinte ao resultado da eleição municipal.

Segundo o pedido de Fiorilo, no meio do mês de novembro, o governador já estaria ciente do aumento de casos de Covid-19 no estado, mas teria postergado a adoção de medidas restritivas para favorecer seu aliado, o prefeito Bruno Covas (PSDB), na disputa eleitoral da capital de São Paulo. Caso a situação seja comprovada, ela poderá ser classificada como improbidade administrativa.

“Gestão irresponsável do governador João Doria, mais alinhado com os números da pesquisa eleitoral de seu apadrinhado Bruno Covas na capital paulista do que com os números de ocupação dos leitos de UTI”, diz Paulo Fiorilo (PT-SP) na solicitação.

Antes do segundo turno das eleições, o prefeito Bruno Covas minimizou o crescimento de mortes e de pessoas infectadas na cidade. “Não há espaço para discurso alarmista dizendo que estamos escondendo dados da Covid-19. Em nenhum momento, o calendário [eleitoral] interferiu no combate à pandemia”, declarou Covas à época.

O governo paulista sustenta que atrasou a revisão do plano devido ao apagão de dados do governo federal. Os ataques de hackers a órgãos federais no início de novembro causaram um atraso no sistema de contagem de casos de coronavírus do Ministério da Saúde e, segundo a equipe do governador João Doria, apesar do aumento de internações por duas semanas seguidas, ainda não havia como confirmar se a Covid-19 avançava a ponto de exigir restrições imediatas.

Desde quarta-feira (02/12), a Grande São Paulo regrediu à fase amarela, com redução de horários de atendimento e da capacidade de público, o que desagradou os comerciantes.

 

Últimas notícias