O erro admitido pelo PT na luta contra o crime organizado
Presidente do PT reconheceu erros na segurança pública e criticou a munipalização do combate ao crime sem verba nem estrutura
atualizado
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O presidente nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), Edinho Silva, reconheceu nesta terça-feira (9/12) que os governo da sigla falharam em políticas de combate ao crime organizado. O cacique petista defendeu uma “reogarnização institucional” urgente entre o Executivo, Congresso e Judiciário. As declarações foram feitas durante uma conversa com jornalista na sede da sigla, em Brasília (DF), para fazer um balanço anual e falar do futuro.
Segundo Edinho, a ausência de programas eficazes de reinserção social contribuiu para o agravamento do problema da criminalidade. Ao ser questionado sobre a razão de políticas de segurança pública de governos petistas não serem reconhecidas pela população, além de admitir a falta de opções para quem deixa a cadeia, Edinho disse que o problema está se agravando.
“A segurança pública está sendo municipalizada sem que os municípios tenham fonte de financiamento. Eles tiram recursos de outras áreas. Estamos municipalizando a segurança pública sem legislação, sem estrutura”, criticou Edinho Silva.
Para o dirigente petista, a falta de políticas que atendam presos e egressos é um dos princiapais empecilhos. Edinho também defendeu a expansão de programas de reinserção social como passo vital no enfrentamento ao crime organizado.
“Se não tivermos programa de reinserção de apenado, é evidente que eles vão voltar para o crime. E o PT errou nesse sentido, reconheço”, disse o presidente da sigla.
Edinho apoiou um pacto nacional entre lideranças políticas para reconstruir o equilíbrio institucional e fortalecer ações de Estado, especialmente na segurança pública. “Precisaríamos pôr à mesa as principais lideranças do país para reorganizar as instituições. Que a gente estabeleça a paz institucional pensando no Brasil”, concluiu.






