Prefeitura de SP se reúne com Johnson&Johnson para negociar vacina

Cidade se junta à Frente Nacional de Prefeitos, que quer apresentar proposta de compra ao Ministério da Saúde

atualizado 03/03/2021 14:47

Início da vacinação de idosos acima de 85 anos contra o coronavírus no Estádio do Pacaembu na Praça Charles Miller, zona oeste de São Paulo, na manhã desta quinta-feira (11)Fábio Vieira/Metrópoles

São Paulo – O secretário municipal de Saúde de São Paulo. Edson Aparecido. afirmou que a Prefeitura de São Paulo vai se reunir nesta quarta-feira (3/3) com a farmacêutica Janssen para negociar compra de vacina da Johnson&Johnson.

“A nossa ideia é exatamente participar não só da Frente Nacional de Prefeitos, mas também isoladamente buscar a compra de novas vacinas por conta da necessidade imperiosa que nós temos de avançar na imunização”, declarou Aparecido em entrevista à GloboNews.

A vacina da Janssen ainda não tem autorização para ser aplicada em território brasileiro pela Anvisa, possuindo apenas uma a certificação de boas práticas — requisito para a autorização.

Aparecido declarou que  o imunizante tem a vantagem de ser uma aplicação de dose única. Ele também disse que a prefeitura sinaliza o interesse de compra de até 6 milhões de doses.

“Isso nos permitiria encerrar a vacinação de idosos, aqueles com comorbidades na cidade, que passam de 1 milhão de pessoas, mais professores e profissionais que atuam na área de segurança”, afirmou.

A negociação de São Paulo corre por fora daquela que está sendo feita pela Frente Nacional de Prefeitos, mas poderá integrá-las.

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Discurso conciliador

Enquanto as gestões tucanas usam o enfrentamento à pandemia de coronavírus como forma de antagonizar politicamente com o governo federal, a Frente Nacional de Prefeitos (FNP) tem discurso conciliador.

Jonas Donizette (PSB), ex-prefeito de Campinas, presidente da FNP, declarou que o consórcio que envolve mais de cem prefeituras não visa travar disputa com o Governo Federal.

“Não é uma disputa com o governo federal, até porque nós temos a palavra do ministro da Saúde Eduardo Pazuello que disse que aquilo que nós apresentarmos como proposta de compra, o governo federal entra com recurso para fazer a compra da vacina. Caso não tenhamos sucesso nesse caminho, cada município que aportar uma determinada quantidade, terá o correspondente em vacina de acordo com o aporte financeiro. Este não é o melhor caminho porque vai ter uma distinção muito grande de poderio econômico entre as cidades”, declarou Donizette.

Com a formação do consórcio, secretários de Saúde estão buscando, individualmente negociar com farmacêuticas e espera-se que, antes do fim do mês, fechem uma proposta de compra conjunta.

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