Zema defende que grande empresa obrigue vacinação, mas o governo, não
Governador de MG quer que empresa exija a vacinação para evitar que outros se contaminem, mas disse que lógica não se aplica aos governos

Após reunião com o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), afirmou nesta segunda-feira (26/10) que “ninguém vai ficar sem vacina” em seu estado e defendeu que uma grande empresa exija a vacinação de seus funcionários para evitar que outros se contaminem. Essa lógica, contudo, segundo ele, não serve para o país. “Sou sempre favorável à liberdade do ser humano”, afirmou.
“Sou de um partido liberal, sou da opinião de que quem quiser vacinar deve vacinar. Sou da opinião também de que uma empresa que empregue mil funcionários exija de alguém que trabalha lá seja vacinado, porque, caso contrário, pode representar um risco para os outros. Sou sempre favorável à liberdade do ser humano”, disse ele, no Palácio do Planalto.
Ao ser questionado se a analogia utilizada por ele não recomendaria a mesma lógica para a país, Zema disse que não. “Setor público é uma coisa, setor privado é outra”, justificou.
O governador evitou falar sobre o recuo de Bolsonaro em relação à aquisição de 46 milhões de doses da CoronaVac, vacina em desenvolvimento pela empresa chinesa Sinovac com o Instituto Butantan, e sobre a possível judicialização da aplicação da vacina.
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Zema também almoçou com o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Na ocasião, conversaram sobre regime de recuperação fiscal dos estados e de reforma administrativa. O governador mineiro defendeu a inclusão de estamos e municípios na reforma administrativa. “Precisamos que o Congresso assuma esse protagonismo”, disse.













