Um ano: Greca voltou a aumentar cargos comissionados em Curitiba
A Agência Lupa verificou que o número diminuiu em janeiro de 2017, primeiro mês do novo prefeito, mas cresceu até dezembro

Rafael Greca (PMN) tomou posse na Câmara Municipal de Curitiba em 1º de janeiro de 2017 para seu segundo mandato à frente da cidade – o primeiro foi entre 1993 e 1996. Eleito com 53,25% dos votos (461.736), venceu Ney Leprevost (PSD) no segundo turno de 2016. Ainda como candidato, Greca registrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) um documento com uma série de propostas

“[Reduzir o número] de cargos comissionados” página 7
Rafael Greca, prefeito de Curitiba, na 
Procurado, Greca afirmou que já reduziu a estrutura administrativa

“Reduzir o número de secretarias” página 7
Rafael Greca, prefeito de Curitiba, na
O prefeito Rafael Greca enxugou o total de secretarias. Reduziu de 19 para as atuais 12. Deixaram de existir as secretarias de Trânsito, Trabalho e Emprego, Pessoa com Deficiência e Mulher. Outras pastas foram transformadas em órgãos diferentes ou tiveram fusões, como a extinta Secretaria Municipal do Planejamento e Administração que foi integrada na Secretaria Municipal da Administração e Recursos Humanos e na Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Orçamento.
“Ofertar à população serviços on-line para agendamento de consultas” página 8
Rafael Greca, prefeito de Curitiba, na
O aplicativo Saúde Já Curitiba foi lançado por Greca em abril de 2017. Ele permite a marcação do primeiro atendimento com equipes de enfermagem e odontologia pelo celular ou pelo site. Mas não funciona para consultas com especialistas e exames, que precisam ser encaminhados e agendados presencialmente nas Unidades Municipais de Saúde – exatamente como nas gestões municipais anteriores.
O sistema foi desenvolvido pelo Instituto das Cidades Inteligentes (ICI) e, segundo a Prefeitura, custou R$ 149 mil
Mas a avaliação do serviço nas lojas de aplicativos da Apple e do Google indica notas baixas numa escala que vai até 5: 2,5 e 2,4, respectivamente. No site, há reclamações sobre o fato de não ser possível marcar consultas com médicos.
A prefeitura diz que

“Integrar novamente o transporte municipal com o transporte metropolitano” página 9
Rafael Greca, prefeito de Curitiba, na
A integração entre o transporte da capital paranaense e da região metropolitana voltou a funcionar em janeiro de 2017. Mas nem todas as linhas foram reconectadas.
Menos de uma semana depois de Greca vencer a eleição para prefeito, o governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), anunciou a volta do subsídio estadual à Rede Integrada de Transporte (RIT) da capital paranaense. O repasse havia sido suspenso em 2015
No dia 16 de janeiro de 2017, o governador e o recém empossado prefeito anunciaram o retorno do sistema. A primeira linha de integração voltou a circular no dia 23 de janeiro. Outras foram reativadas, e o serviço foi ampliado ao longo do ano.
Atualmente, foram retomadas as integrações de três linhas (Colombo/CIC, Araucária/CIC e PUC/Fazenda Rio Grande) e criadas outras duas (Roça Grande/Terminal Santa Cândida e Quatro Barras/Terminal Santa Cândida). Segundo a prefeitura
(Por Plínio Luís Pereira Lopes sob supervisão de Natália Leal)



