Rollemberg prometeu, mas não ampliou investimentos em áreas estratégicas
A um ano de encerrar seu mandato, governador do DF ainda patina em compromissos feitos para quatro setores considerados prioritários

Em 2014, quando era candidato ao cargo de governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB) registrou seu plano de governo
Apagão cultural

plano de governo registrado no TSE
“Ampliar os recursos para a cultura”
Rodrigo Rollemberg, governador do DF, na página 29 do

Tanto em termos proporcionais quanto em valores nominais, a gestão de Rodrigo Rollemberg reduziu a quantidade de recursos destinados à cultura no Distrito Federal, se comparada à gestão anterior. Enquanto a média de investimento anual na área durante o governo de Agnelo Queiroz (PT) ficava em 1,2% dos gastos, no governo Rollemberg caiu para 0,5%.
Em valores reais (corrigidos pelo IPCA), o gasto médio com o segmento no Distrito Federal passou de R$ 261,6 milhões por ano na gestão anterior para R$ 139 milhões na atual. Este levantamento foi feito com base nas prestações de contas do Governo do Distrito Federal (para 2017, foi utilizado o valor empenhado até o dia 20 de dezembro, conforme consta no Portal da Transparência do DF).Vale ressaltar, no entanto, que, em 2011, ao iniciar seu mandato, Agnelo Queiroz investiu 1,5% do total de gastos em cultura e que, ao longo de sua gestão, esse montante diminuiu, chegando a 0,9% em 2014. Rollemberg, por sua vez, foi no sentido oposto. Em 2015, investia 0,4% dos gastos totais do DF na área cultural e aplicou 0,7% em 2017.
Em, o GDF declarou que optou por diminuir drasticamente as despesas com cachês elevados de artistas consagrados e priorizou “a realização de atividades culturais que dão vazão à produção brasiliense, por meio de chamamentos públicos”. O governo disse ainda que ampliou a destinação de recursos ao Fundo de Apoio à Cultura. Carregando PDF...
Apesar da explicação, o chefe do Executivo distrital pagará R$ 300 mil para a sambista Alcione cantar na virada do ano na Esplanada dos Ministérios. Chamou atenção que há pouco mais de um mês a artista recebeu R$ 130 mil por uma apresentação na Bahia.
Escolas

plano de governo registrado no TSE
“Promover a educação integral em jornada integral”
Rodrigo Rollemberg, governador do DF, na página 25 do

Segundo o Censo Escolar, realizado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o número de crianças e adolescentes matriculados na rede pública do Distrito Federal em ensino integral caiu de 2015 para cá, depois da posse de Rollemberg.
Em 2014, último ano da gestão anterior, 30,1 mil alunos (de um total de 409,2 mil) estavam matriculados no ensino integral do DF. Eram 7,4% do total. Hoje, segundo os dados preliminares do Censo Escolar de 2017, são 24,6 mil alunos (de um total de 402,1 mil) – ou 6,1% do total.
Em
Professores

plano de governo registrado no TSE
“Diminuir o déficit no quadro de pessoal do sistema público de educação”
Rodrigo Rollemberg, governador do DF, na página 25 do

O número de professores na rede distrital de ensino diminuiu na gestão de Rollemberg em comparação com a anterior, de Agnelo Queiroz. Foi de 19.990 em 2014 para 19.929 em 2016, numa pequena retração de 0,3%.
Vale ressaltar, por outro lado, que a quantidade de alunos por professor diminuiu 1,4% na rede pública do DF depois da posse de Rollemberg, o que indica uma melhora.
Segundo o Censo Escolar, realizado pelo Inep, em 2014 (último ano da gestão de Agnelo), a média era de 20,47 alunos por professor. Em 2016, último ano com dados completos do Censo Escolar sob a atual administração, a relação aluno/professor ficou ligeiramente menor: 20,18.
Em
A assessoria ressaltou, ainda, que realizou concurso recentemente e que a nomeação de 600 professores deve ocorrer no início de 2018. Outros 10.569 professores podem ser nomeados segundo a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do ano que vem.
Serviço público

plano de governo registrado no TSE
“Garantir (…) a substituição expressiva de servidores de cargos em comissão por servidores de carreira”
Rodrigo Rollemberg, governador do DF, na página 38 do
março de 2015 setembro de 2017
Em dezembro de 2014, no último mês da gestão Agnelo Queiroz, o Distrito Federal tinha 17 mil comissionados. Esse grupo representava 11,9% do total de servidores da capital. Em
Mas a prometida substituição não vem ocorrendo. O número de servidores efetivos atuando no GDF também está em queda desde que Rollemberg assumiu.
Em setembro de 2014, ainda na gestão petista, eram 112,7 mil servidores efetivos atuando em seu órgão de origem sem cargos de comissão ou função gratificada. Em setembro de 2017
Em
O governo diz, ainda, que prevê nomear 19,8 mil servidores em 2018, de acordo com a Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018
Mobilidade

plano de governo registrado no TSE
“Desenvolver um sistema de transporte intermodal (…) com implantação do Bilhete Único”
Rodrigo Rollemberg, governador do DF, na página 14 do

Em setembro de 2017, o GDF implantou o Bilhete Único em Brasília. Trata-se de um cartão de transporte que permite ao usuário fazer integração entre meios de transporte público (ônibus e metrô), pagando somente o valor de uma passagem. Programas similares já existem em outras cidades do país, como São Paulo.


