Telmário Mota é alvo da operação que pegou senador com dinheiro nas nádegas

O parlamentar é citado na decisão do ministro Luís Roberto Barroso, do STF, que determinou o afastamento de Chico Rodrigues do Senado

atualizado 15/10/2020 19:46

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O senador Telmário Mota (Pros-RR) também é um dos investigados na Operação Desvid-19, deflagrada nesta quarta-feira (14/10), que apura desvios de recursos públicos no combate à Covid-19 em Roraima. É a mesma ação da qual o senador Chico Rodrigues (DEM-RR), que escondeu dinheiro nas nádegas, foi alvo.

Telmário Mota é citado na decisão do ministro Luís Robert Barroso, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou nesta quinta-feira (15/10) o afastamento de Rodrigues do Senado. Mota é um dos investigados proibidos de manter comunicação com o demista. O inquérito 4852 corre em sigilo.

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A operação, que teve os mandados de busca e apreensão autorizados por Barroso, investiga um esquema de desvio de aproximadamente R$ 20 milhões em emendas parlamentares destinados à Secretaria de Saúde de Roraima para o combate da Covid-19. Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão.

“Diante do exposto, decreto o afastamento do Senador da República Francisco de Assis Rodrigues (“Chico Rodrigues”) de suas funções parlamentares, pelo prazo de 90 dias, com possibilidade de renovação, se necessária, bem como a proibição de contato – pessoal, telefônico, telemático ou de qualquer outra natureza – com os demais investigados no Inq. 4852 (Francisvaldo de Melo Paixão, Gilce de Oliveira Pinto, Jean Frank Padilha Lobato, Roger Henrique Pimentel, Rômulo Soares Amorim, Valdenir Ferreira da Silva e Senador Telmário Mota de Oliveira) até o término do investigação, com fulcro no artigo 319, III e VI, do Código de Processo Penal, por necessidade da instrução, para assegurar a aplicação da lei penal e para resguardo da ordem pública”, diz trecho da decisão de Barroso.

A reportagem tentou contato com o senador, sem sucesso. A assessoria do parlamentar disse que não houve busca e apreensão em nenhum local ligado ao senado nesta quarta-feira e que o jurídico está tentando tomar conhecimento antes de qualquer manifestação.

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