Respeito a opinião dele, diz Bolsonaro após arcebispo criticar “pátria armada”

Durante missa pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida, Dom Orlando Brandes disse que, “para ser pátria amada, não pode ser armada"

atualizado 13/10/2021 13:49

Ministro da Saúde Marcelo Queiroga Atletas olímpicos e paralímpicos Jogos de Tóquio são recebidos pelo presidente Jair Bolsonaro no Palácio do PlanaltoHugo Barreto/Metrópoles

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) disse, na manhã desta quarta-feira (13/10), durante cerimônia de entrega de títulos de propriedades rurais em Miracatu, São Paulo, que respeita a opinião de Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida. Durante sermão na missa pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida, na manhã de terça-feira (12/10), o clérigo afirmou que, “para ser pátria amada, [o Brasil] não pode ser pátria armada”.

Apesar de dizer que respeita a posição do religioso, Bolsonaro acusou a imprensa de veicular o fato apenas no dia que ele havia chegado a Aparecida. A declaração sobre armas de fogo, no entanto, foi feita durante sermão na missa pelo Dia de Nossa Senhora Aparecida, na manhã de terça-feira (12/10).

“No dia 11, em Brasília, o bispo disse que ‘pátria amada não é pátria armada’, respeito a opinião dele. Somente no dia seguinte, quando tive em Aparecida, que a imprensa falou que ele disse isso no dia 12. Ele não falou, ele é uma pessoa educada. Não iríamos discutir abertamente aí, até porque não tinha microfone, não tinha como discutir. Respeito os bispos e todos que têm uma posição diferente da minha”, destacou Bolsonaro.

“Não é porque eu não quero uma coisa que eu acho que ninguém pode ter o direito de querê-la. Nós devemos nos preocupar com nossa liberdade, o bem maior de uma nação. Sem liberdade não há vida. Mais importante que a própria vida é a liberdade. Não podemos flertar com o socialismo e o comunismo”, continuou o chefe do Executivo.

O presidente disse respeitar a opinião de qualquer um, contra ou a favor do armamento. “O que acontecia no Brasil? Somente os marginais tinha arma de fogo. Em nosso governo, não pude alterar lei como queria, mas alteramos decretos e portarias de modo que a arma de fogo passou a ser uma realidade entre nós”, enfatizou.

No discurso na Basílica de Aparecida, o religioso pontuou ainda que o povo precisa abraçar as crianças, os pobres, os índios e as autoridades “para construir um Brasil pátria amada”. Sem citar o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), ele afirmou que “para ser pátria amada, não pode ser pátria armada”.

Acompanharam o presidente na solenidade de entrega de títulos de propriedades rurais o presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Geraldo Melo Filho, o secretário especial de Assuntos Fundiários, Nabhan Garcia, e a ministra da Agricultura, Tereza Cristina. Em São Paulo desde sexta-feira, Bolsonaro retorna à capital federal na tarde desta quarta-feira (13/10).

Após visita a Peruíbe (SP), no sábado (9/10), o mandatário foi multado pela prefeitura por não usar máscara de proteção facial. Segundo o órgão, ele foi multado em R$ 500 por não usar o equipamento facial.

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