Remoção da bolsa de colostomia de Bolsonaro é marcada para 28/1

Presidente eleito passou por uma reavaliação médica nesta quinta-feira (13/12), em São Paulo

atualizado 13/12/2018 16:56

Michael Melo/Metrópoles

A cirurgia de remoção da bolsa de colostomia do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), ocorrerá em 28 de janeiro, segundo informações dadas pela equipe médica que acompanha o militar da reserva nesta quinta-feira (13/12), em São Paulo. Anteriormente, a expectativa era que o procedimento ocorresse em 20 de janeiro.

A cirurgia, anteriormente prevista para acontecer antes da posse presidencial, foi adiada após exames apontarem a insistência de uma inflamação do peritônio – membrana que recobre as paredes do abdômen. O estado de saúde do presidente eleito será reavaliado em 19 de janeiro.

Segundo o cirurgião Antonio Luiz Macedo, a retirada da bolsa de colostomia foi adiada por “questão de logística”. No entanto, ele afirmou que Bolsonaro está em excelentes condições para o procedimento.

Facebook/Reprodução
Presidente eleito mostrou a bolsa de colostomia durante uma live, antes do segundo turno da corrida eleitoral

 

Quando for operado, Bolsonaro deverá se ausentar das atividades da Presidência. Em seu lugar, o vice, general Hamilton Mourão (PRTB), governará o país.

Ainda nesta quinta, o presidente eleito almoçou com o apresentador e dono do Sistema Brasileiro de Televisão (SBT), Silvio Santos. O encontro não estava na agenda de Bolsonaro, que seguirá para o Rio de Janeiro em seguida.

O futuro presidente da República só deve retornar à Brasília em 28 de dezembro, já preparado para sua posse. Apenas ministros e integrantes do grupo de transição governamental continuarão os trabalhos no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) até o último dia deste ano.

A facada
Em 6 de setembro, Bolsonaro foi esfaqueado na altura do abdômen enquanto fazia um ato de sua campanha eleitoral em Juiz de Fora (MG). O acusado, Adélio Bispo dos Santos, foi rapidamente identificado por apoiadores do postulante ao Planalto e preso em seguida. Ele foi transferido para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS).

Em relatório, a Polícia Federal concluiu que o suspeito agiu sozinho e de forma premeditada. Com base em informações do delegado regional de combate ao crime organizado em Minas Gerais, Rodrigo Morais Fernandes, o agressor já tinha ameaçado Bolsonaro de morte. Os alertas foram feitos via Facebook.

De acordo com os investigadores, Adélio Bispo foi de Florianópolis (SC) a Juiz de Fora (MG), em 19 de agosto, com o pretexto de conseguir emprego. Trabalhou como garçom por quatro dias em um restaurante da região. Quando soube da ida de Bolsonaro à cidade mineira, ele teria começado a planejar o crime, conforme detalhou o delegado.

Durante sua permanência em Juiz de Fora, Adélio se hospedou em uma pousada, onde a PF apreendeu um computador, quatro celulares e dois chips de telefone. No notebook – que tinha informações de 2017 –, a polícia encontrou projetos de cunho político.

Durante a passeata, Adélio estava em meio à multidão o tempo todo, tentando acesso ao então candidato, o que veio a ocorrer na Rua Halfeld. A faca usada no crime foi periciada e os exames encontraram vestígios do DNA de Jair Bolsonaro na arma.

O ataque fez a Polícia Federal reforçar as equipes de segurança de outros cinco presidenciáveis. Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Marina Silva (Rede) Alvaro Dias (Podemos) passaram a contar com a proteção de até 25 agentes federais.

Bolsonaro teve alta do Hospital Albert Einstein em 29 de setembro após passar 24 dias internado. Apesar da liberação, ele seguiu com agendas restritas, o que, inclusive, inviabilizou a realização de debates no segundo turno da disputa presidencial.

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