Relatório da CPI da Covid menciona “cloroquina” 590 vezes

O relatório de 1.178 páginas contém 72 pedidos de indiciamentos, entre congressistas, empresas, médicos, pesquisadores e influenciadores

atualizado 20/10/2021 12:03

Bolsonaro exibe cloroquina na liveReprodução/Redes sociais

O relatório que o senador Renan Calheiros (MDB-AL) enviou aos colegas de CPI da Covid-19 cita “cloroquina” 590 vezes. O medicamento para tratamento de malária, amebíase hepática, artrite reumatoide e lúpus, mas sem eficácia comprovada para o tratamento da Covid-19, se popularizou e foi propagandeado pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido) durante a pandemia.

No texto, o depoimento do ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta é relembrado com destaque. Na ocasião, ele disse acreditar que Bolsonaro tinha outras fontes de informações. “Isso porque o presidente falava sobre cloroquina como tratamento precoce, apesar de não haver evidências científicas, e sobre adoção de confinamento vertical, o que o Ministério também não recomendava”, diz. O documento cita também a suposta tentativa de alterar a bula do remédio através de decreto presidencial.

O relatório de 1.178 páginas contém 72 pedidos de indiciamentos, entre congressistas, empresas e seus dirigentes, médicos, pesquisadores e influenciadores bolsonaristas.

Calheiros lerá o parecer na sessão desta quarta-feira (20/10). A votação será na próxima terça (26).

Entre os nomes, estão o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), seus filhos Carlos (Republicanos-RJ), Flávia (Patriota-RJ) e Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), além dos ministros Wagner Rosário (Controladoria Geral da União), Walter Braga Neto (Defesa) e Onyx Lorenzoni (Trabalho e Previdência) e ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores).

Veja o relatório da íntegra:

Relatório final da CPI da Covid-19 by Metropoles on Scribd

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