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Política

Planalto quis mudar bula da cloroquina para tratar Covid, diz Mandetta

O ex-ministro participa da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, que investiga gestão federal na pandemia

04/05/2021 12:59, atualizado 04/05/2021 14:03
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Igo Estrela/Metrópoles
bolsonaro e cloroquina

O ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta afirmou que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) sugeriu a mudança na bula da hidroxicloroquina para que o medicamento fosse indicado ao tratamento do novo coronavírus. A fala ocorreu durante participação na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, nesta terça-feira (4/5).

Segundo Mandetta, a sugestão ocorreu durante reunião ministerial e que Bolsonaro possuía um “assessoramento paralelo” ao adotado pelo Ministério da Saúde, com base nas recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

“Testemunhei várias vezes, em reuniões de ministros, o filho do presidente [Carlos Bolsonaro], que era vereador no Rio de Janeiro, tomando as notas da reunião. Eles tinham constantemente reuniões com grupos dentro da presidência. Tinham um assessoramento paralelo”, afirmou.

Coube a Mandetta e ao diretor-presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antonio Barra Torres, barrar a investida de Bolsonaro. “Estive dentro do Palácio do Planalto, quando fui informado que era para participar de uma reunião com vários ministros e médicos que iam propor esse negócio de cloroquina”

“Barra Torres disse que isso não. Havia um decreto presidencial para que fosse sugerido mudar a bula da cloroquina na Anvisa para coronavírus”, completou.
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O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, e o relator, Renan Calheiros
CPI da Covid começou a ouvir depoimentos
CPI da Covid
Senador Renan Calheiros
Mandetta falou por cerca de sete horas na CPI
Ex-ministro Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro a depor na CPI da Covid
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Ex-ministro Luiz Henrique Mandetta foi o primeiro a depor na CPI da Covid

Jefferson Rudy/Agência Senado
O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, e o relator, Renan Calheiros
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O presidente da CPI da Covid, Omar Aziz, e o relator, Renan Calheiros

Hugo Barreto/Metrópoles
CPI da Covid começou a ouvir depoimentos
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CPI da Covid começou a ouvir depoimentos

Hugo Barreto/Metrópoles
CPI da Covid
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CPI da Covid

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Senador Renan Calheiros
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Senador Renan Calheiros

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Mandetta falou por cerca de sete horas na CPI
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Mandetta falou por cerca de sete horas na CPI

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Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta
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Ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta

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Luiz Henrique Mandetta na CPI da Covid
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Luiz Henrique Mandetta na CPI da Covid

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Omar Aziz
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Vice-presidente CPI da Covid, Randolfe Rodrigues
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Vice-presidente CPI da Covid, Randolfe Rodrigues

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Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta
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Ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta

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Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia realiza oitiva do ex-ministro da Saúde
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Comissão Parlamentar de Inquérito da Pandemia realiza oitiva do ex-ministro da Saúde

Jefferson Rudy/Agência Senado
Dinâmica dos trabalhos

O Senado Federal ouve, nesta terça-feira (4/5), os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. A dupla será ouvida na condição de testemunha.

A sessão teve início por volta das 10h20. O primeiro a depor é Mandetta, que estava à frente da Saúde quando a pandemia chegou ao Brasil. Ele foi demitido em abril do ano passado após divergir do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na condução da crise do coronavírus no país.

Desde o início, Mandetta se mostrou contrário ao tratamento precoce contra a Covid-19, amplamente defendido pelo chefe do Executivo, e favorável a um lockdown nacional para conter a disseminação do vírus.

Internamente, parlamentares da oposição demonstraram grande expectativa com a fala de Mandetta. Os congressistas querem saber se eventuais erros cometidos no início do enfrentamento da crise sanitária acarretaram a explosão de casos registrados no país no último ano, com a situação agravada em 2021.

Às 14h, está previsto o depoimento de Nelson Teich. O ex-ministro da Saúde ficou no cargo menos de um mês também por discordar do presidente Bolsonaro sobre o uso de protocolo sem comprovação científica para tratar a doença. “Não vou manchar a minha história por causa da cloroquina”, disse Teich ao se despedir da pasta.