Pazuello cancela ida à CPI após contato com dois infectados por Covid

Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, afirmou que o ex-ministro comunicou a impossibilidade de comparecimento

atualizado 04/05/2021 14:05

Ministro da saúde eduardo pazuello coletiva saida 6Igo Estrela/Metrópoles

O ex-ministro da Saúde general Eduardo Pazuello cancelou o depoimento à CPI da Pandemia, que investiga falhas do governo durante o enfrentamento da Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus.

Nesta terça-feira (4/5), o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, afirmou que o ex-ministro comunicou a impossibilidade de comparecimento.

Inicialmente, o ex-ministro prestaria depoimento nesta quarta-feira (5/5), após as declarações dos ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich, que falam à CPI nesta terça-feira.

Segundo Randolfe, o general alegou ter tido contato com duas pessoas que testaram positivo para Covid-19, o que o obriga a cumprir 14 dias de isolamento social.

Ainda não está decidido se Pazuello prestará esclarecimentos de forma remota. A decisão é do presidente da CPI, senador Omar Aziz (PSD-AM), que ainda não se manifestou sobre o caso.

“Fui comunicado que o ex-ministro Pazuello teve contato com dois coronéis auxiliares dele, neste final de semana, que estão com Covid. Então ele vai entrar em quarentena. Essa informação é extra-oficial”, disse Aziz.

Até a mais recente atualização desta reportagem, Pazuello não havia comentado o caso. O espaço continua aberto a esclarecimentos.

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Peça fundamental

Pazuello deixou o cargo em março, em meio a uma forte alta de casos e mortes pela Covid-19. Além disso, o país patina na criação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTIs) para o tratamento da doença. Ele é considerado peça fundamental para a investigação.

Por falhas no enfrentamento da pandemia, o general acabou se tornando alvo de investigações do Ministério Público Federal (MPF), da Polícia Federal, do Tribunal de Contas da União (TCU).

Uma das averiguações é sobre o colapso na rede hospitalar de Manaus, onde pacientes morreram sem oxigênio. A lentidão na compra de vacinas também é analisada.

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