Relator do Orçamento: Bolsa Família de R$ 600 está "pacificado"
Senador afirma que, entre a equipe de transição do governo, já há entendimento de que o benefício é prioridade neste momento

O relator-geral do Orçamento, Marcelo Castro (MDB-PI), afirmou, nesta sexta-feira (4/11), que considera “pacificada”, com a equipe de governo de transição, a inclusão de um auxílio financeiro permanente, nos moldes do extinto Bolsa Família, de R$ 600 mensais aos mais pobres. Agora, o emedebista trabalha para construir consenso entre os parlamentares em torno do tema.
Castro se reuniu, na quinta (3/11), com o vice-presidente eleito, Geraldo Alckmin (PSB), e o senador eleito Wellington Dias (PT-PI). A dupla foi designada por Lula (PT) para cuidar do assunto e da inclusão, no cálculo do Orçamento do próximo ano, de um reajuste real do salário mínimo.
Calcula-se que o impacto da criação de um auxílio de R$ 600 pode chegar a R$ 70 bilhões, o que ultrapassaria o teto de gastos. Diante disso, após o encontro, o emedebista defendeu alternativas legislativas para driblar o impasse orçamentário.
“Chegamos a um acordo: não cabe, no orçamento atual, as demandas que precisamos atender. Então, de comum acordo, decidimos levar aos líderes partidários, e aos presidentes da Câmara e do Senado, a ideia de aprovarmos uma PEC, em caráter emergencial, excepcionalizando do teto de gastos despesas que são inadiáveis”, disse, na ocasião.
Entre no canal de WhatsApp do MetrópolesUma das prioridades da campanha de Lula era manter o valor pago mediante o benefício hoje, ou seja, R$ 600. Para isso, segundo interlocutores, seria necessário um adicional de R$ 7o bilhões na peça orçamentária.
De acordo com Castro, haverá uma reunião na próxima segunda-feira (7/11), em São Paulo, com Lula e a equipe técnica, para definir um valor que seja viável. “A preocupação é manter o Bolsa Família de R$ 600 para pagá-lo em janeiro. Há necessidade de, até 15 de dezembro, termos a aprovação”, completou Geraldo Alckmin.
Outro ponto já prometido por Lula é a complementação no valor de R$ 150 para famílias com crianças de até 6 anos. Dessa forma, para abarcar o benefício, o deputado Enio Verir avalia que será necessária uma abertura de R$ 70 bilhões.
“No orçamento [atual], tem R$ 105 bilhões para o auxílio. Para o que nós queremos [manutenção de R$ 600], faltam R$ 70 bilhões. Então, a ideia é a gente agora ajustar aquilo que é mais urgente”, destacou o parlamentar.


