Randolfe quer acessar dados telefônico, fiscal e bancário de Pazuello
Objetivo é investigar se militares escolheram, sem licitação, empresas para reformar prédios antigos no Rio de Janeiro
atualizado
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O vice-presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), encaminhou ao colegiado, nesta quarta-feira (19/5), um requerimento pedindo transferência dos sigilos telefônico, fiscal, bancário e telemático do ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello.
O senador é também autor de requerimento que pede a quebra total de sigilo do ex-secretário de Comunicação Social da Presidência da República Fabio Wajngarten. O pedido compreende o período de 2020 até o dia em que o requerimento foi protocolado.
Randolfe afirma que a necessidade de transferência de sigilo decorre de “gravíssima revelação” feita pelo Jornal Nacional, na noite dessa terça-feira (18/5). O programa revelou que, na gestão de Pazuello, militares escolheram, sem licitação, empresas para reformar prédios antigos no Rio de Janeiro.
“A Advocacia Geral da União identificou dispensas de licitação a duas empresas contratadas para: reformas de galpões na zona norte da capital; e a reforma na sede do Ministério da Saúde no estado do RJ”, acrescenta o senador na justificativa.
Requerimento de transferência de sigilo by Metropoles on Scribd
Segundo o vice-presidente do colegiado, o objetivo é “verificar se há indícios de conluio entre servidores e as empresas contratadas.
“Os pareceres reconhecem que os prédios precisam de reformas, mas afirmam que agora só seria possível fazer obras ligadas à segurança e nada mais. É essencial, dessa forma, que essa Comissão averigue os relatos feitos na imprensa sobre essas possíveis fraudes, na medida em que, se comprovados, revelarão o cometimento de crimes e atos de improbidade administrativa”, completou.
Em outro requerimento, o senador pediu a quebra de sigilo do coronel da Reserva do Exército George da Silva Divério, de 57 anos. O militar foi nomeado pelo Ministério da Saúde para ser o coordenador dos seis hospitais federais no Rio de Janeiro.










