“Capitã Cloroquina” idealizou o app TrateCov, revela Pazuello na CPI

Aplicativo foi suspenso, pois indicava remédios sem eficácia comprovada para tratamento de pacientes da Covid-19

atualizado 19/05/2021 14:10

Eduardo Pazuello_CPI da CovidRafaela Felicciano/Metrópoles

O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello afirmou, nesta quarta-feira (19/5), que coube à secretária de Gestão do Trabalho e Educação, Mayra Pinheiro, desenvolver a ideia do aplicativo TrateCov, que indicava remédios sem eficácia comprovada para tratamento de pacientes da Covid-19.

“Foi a secretária Mayra Pinheiro, me trouxe como sugestão, que poderia usar uma plataforma já desenvolvida para isso, para facilitar o diagnóstico clínico feito pelo médico”, revelou Pazuello.

A plataforma, entretanto, “nunca entrou em operação”, conforme informado pelo ministro. “Ela iria iniciar esse trabalho para fechar essa plataforma. Essa plataforma foi mostrada no dia 11 de janeiro em Manaus, estava em desenvolvimento, um protótipo. Não foi distribuída aos médicos, foi copiada por um cidadão e, depois fizemos um BO [Boletim de ocorrência]”.

Segundo o ex-ministro, um homem teria copiado o aplicativo e o lançou sem o consentimento da pasta. “Esse cidadão fez a divulgação da plataforma, foi copiada. Quando soube que poderia ser usada por pessoas que não eram de dentro do planejado, determinei que ela fosse tirada do ar”, completou.

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A fala de Pazuello ocorreu durante depoimento na Comissão Parlamentar de Inquérito da Covid, nesta quarta. Ele é o oitavo depoente do colegiado. Antes dele, os senadores ouviram os ex-ministros Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich e atual chefe da Saúde, Marcelo Queiroga.

O ex-chanceler Ernesto Araújo, o gerente-geral da Pfizer para a América Latina, Carlos Murillo, o ex-secretário de Comunicação da Presidência Fabio Wajngarten e o presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres também prestaram depoimento.

A CPI da Covid-19 tem o objetivo de investigar as ações e omissões do governo federal no enfrentamento à pandemia e, em especial, no agravamento da crise sanitária no Amazonas com a ausência de oxigênio, além de apurar possíveis irregularidades em repasses federais a estados e municípios.

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