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Saúde tira do ar TrateCOV e diz que plataforma foi ativada “indevidamente”

Pasta diz que sistema foi invadido e ativado sem autorização. App recomendava “tratamento precoce” contra a doença até para náuseas em bebês

atualizado

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Claudio Reis/Especial para o Metrópoles
Ministro da saúde Eduardo Pazuello em coletiva de imprensa
1 de 1 Ministro da saúde Eduardo Pazuello em coletiva de imprensa - Foto: Claudio Reis/Especial para o Metrópoles

O aplicativo do Ministério da Saúde “TrateCov“, que recomendava o “tratamento precoce” com remédios sem eficácia comprovada contra a Covid-19 a pacientes com sintomas que podem ou não ser da doença, saiu do ar nesta quinta-feira (21/1). A pasta informou, por meio de nota, que a plataforma foi ativada “indevidamente”.

“Informamos que a plataforma TrateCOV foi lançada como um projeto-piloto e não estava funcionando oficialmente, apenas como um simulador. No entanto, o sistema foi invadido e ativado indevidamente – o que provocou a retirada do ar, que será momentânea”, diz o Ministério da Saúde.

O “tratamento” indicado no aplicativo incluía medicamentos que, segundo demonstraram diferentes estudos, não funcionam contra a doença, como o antimalárico cloroquina, o vermífugo ivermectina e a azitromicina.

A plataforma foi lançada, inicialmente, apenas para profissionais de Saúde de Manaus, mas qualquer pessoa podia acessar, preencher o cadastro e obter as recomendações. A cidade enfrenta um cenário de caos pela falta de oxigênio para pacientes – e recordes de mortes por Covid-19.

O uso de cloroquina e antibióticos podia ser receitado até mesmo a um recém-nascido com náuseas, diarreia e fadiga. O aplicativo recolhia dados do paciente como idade, peso, altura e comorbidades. A idade, no entanto, não interferia na pontuação de “gravidade” apresentada pelo sistema – nem, portanto, no tratamento sugerido.

Ao divulgar inicialmente a página, o Ministério da Saúde afirmou que desenvolveu o aplicativo “para auxiliar os profissionais de saúde na coleta de sintomas e sinais de pacientes visando aprimorar e agilizar os diagnósticos da Covid-19”.

Nessa quarta-feira (20/1), o deputado federal Marcelo Freixo (PSol-RJ) afirmou que acionou a Justiça Federal para que o aplicativo seja retirado do ar definitivamente.

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