PT fecha questão contra Previdência: “Grande mentira de Bolsonaro”

Sigla vai fazer mobilização para derrotar a proposta de reforma previdenciária do governo, aliando o tema à campanha “Lula Livre”

atualizado 22/03/2019 17:01

Isabella Macedo / Metrópoles

O Partido dos Trabalhadores (PT) fechou questão nesta sexta-feira (22/3) contra a reforma da Previdência enviada à Câmara pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL). A presidente da legenda, deputada Gleisi Hoffmann (PT-PR), classificou a proposta como “grande mentira de Bolsonaro”. Ao seu lado, o senador Humberto Costa (PT-PE) disse que o governo não terá “vida fácil” na tentativa de aprovar o projeto.

Em entrevista coletiva, Gleisi disse que a resolução contra a reforma foi aprovada por unanimidade na reunião da Executiva do partido na manhã desta sexta. “Este não é o momento para fazer uma reforma [da Previdência]”, disse ela.

A avaliação da sigla é de que a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) representa uma destruição do sistema de proteção social. Os petistas avaliam que melhor seria uma reforma tributária antes. Segundo Gleisi, essa seria a primeira medida adotada por Fernando Haddad (PT-SP), candidato do partido derrotado nas eleições no ano passado, caso tivesse sido presidente.

Uma das mudanças citadas no texto, para que as aposentadorias funcionem em sistema de capitalização, foi classificada pela deputada como “muito perversa”, mas o PT ainda não decidiu como irá se comportar no Congresso.

Uma reunião, marcada para as 11h da próxima terça (26) com os demais partidos de oposição na Câmara (PSol, PCdoB, Rede e PDT, que também já fechou questão contra a proposta) vai definir como será a estratégia dentro do Parlamento.

Lula livre
O partido deve definir entre a tarde desta sexta e a manhã deste sábado (23) sobre como seguirá com a campanha Lula Livre. O calendário de mobilizações contra a Previdência e pela libertação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda está em debate, mas o partido deve convocar uma manifestação em 7 de abril, data que marca um ano da prisão do líder petista. A ideia é unir as duas pautas, lembrando os ajustes previdenciários feitos pelo ex-presidente e a estabilidade fiscal da época do seu governo.

Temer
Gleisi Hoffmann não se estendeu ao comentar a prisão do também ex-presidente Michel Temer (MDB). Ela afirmou que o emedebista representa um “papel deplorável para a democracia brasileira” e que “politicamente, não há defesa” para ele. Entretanto, ela considera que a Operação Lava Jato faz uso de mecanismos judiciais para fazer política e não respeita o devido processo legal.

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