PDT decide fechar questão contra reforma da Previdência

Partido de Ciro Gomes decidiu que bancadas deverão votar para derrubar proposta no Congresso. Carlos Lupi foi reeleito presidente da sigla

VINÍCIUS SANTA ROSA/ESPECIAL PARA O METRÓPOLESVINÍCIUS SANTA ROSA/ESPECIAL PARA O METRÓPOLES

atualizado 18/03/2019 21:18

O PDT, partido do candidato à Presidência Ciro Gomes, derrotado em 2018, decidiu que vai se posicionar contra a proposta de mudança nas regras de aposentadoria no Congresso. A sigla, que tem 32 parlamentares no total, fechou questão sobre o tema durante reunião do Diretório Nacional, nesta segunda-feira (18/3).

Com a decisão, os 28 deputados e quatro senadores terão de votar contra a reforma da Previdência ou poderão ser punidos pela Executiva do partido. Além de decidir sobre o tema, o PDT reconduziu Carlos Lupi à presidência da sigla.

Ciro não compareceu à reunião em Brasília, mas também foi reeleito vice-presidente da agremiação e enviou um vídeo aos correligionários. Na mensagem, o ex-governador do Ceará disse que tem percorrido o Brasil para mobilizar a militância e que é importante debater a reforma de forma descentralizada, nos estados e municípios.

A reforma da Previdência foi entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) ao presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), no dia 20 de fevereiro. A proposta ainda precisa ser analisada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Casa, que vai avaliar se o texto não fere a Constituição e pode seguir tramitando.

Se a constitucionalidade for aprovada, o mérito da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) passará a ser discutido em uma comissão especial, que deve ser criada por Maia.

O colegiado que vai analisar a PEC em primeiro momento foi instalado na semana passada. O presidente da CCJ, Felipe Francischini (PSL-PR), deve escolher o relator da matéria após a chegada do projeto de lei que aborda as regras de aposentadoria dos militares, prometido pelo governo para ser apresentado até a esta quarta (20).

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