PGR reafirma promessa de analisar relatório da CPI com agilidade

Críticos à atuação de Aras, senadores da CPI da Covid-19 decidiram eles próprios fatiarem o relatório e entregar aos órgãos competentes

atualizado 28/10/2021 14:59

CPI da Covid_PGRAntonio Augusto/Secom MPF

A Procuradoria-Geral da República (PGR) reiterou, nesta quinta-feira (28/10), por meio de nota, que vai tomar as providências necessárias em relação ao relatório final da CPI da Covid-19, entregue na quarta-feira (27/10) pelos senadores da comissão. O MPF disse também ter respeito ao trabalho feito ao longo de seis meses pelos senadores da CPI e rechaçou ilações sobre o documento.

“Ao tempo em que nega todas as ilações e especulações feitas nas referidas divulgações o procurador-geral da República reitera as declarações dadas diretamente aos senadores que integram a Comissão Parlamentar de Inquérito e que foram reproduzidas em publicação no portal institucional”, diz.

Ao receber o documento na quarta-feira, Aras teria dito aos parlamentares que daria a “agilidade necessária à apreciação dos fatos que possam ser puníveis seja civil, penal ou administrativamente”.

O jornal Folha de S. Paulo publicou que o gabinete do procurador-geral da República, Augusto Aras, teria considerado temerárias as conclusões da CPI, embora enxergasse uma abundância de provas ao longo da apuração, em especial quebras de sigilo bancário, fiscal, telemático e telefônico.

Críticos à atuação de Aras, senadores da comissão decidiram eles próprios fatiarem o relatório e entregar pessoalmente aos órgãos competentes. Eles temem omissões por parte do procurador-geral.

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Segundo a PGR, estão sendo adotadas as providências para o recebimento oficial do relatório e demais documentos que formam o conjunto probatório produzido pela CPI.

“O Ministério Público Federal possui regramento próprio para disciplinar o recebimento, via protocolo de documentos e provas destinados a subsidiar o trabalho finalístico da instituição na condução de investigações, seja de natureza judicial quanto extrajudicial. O gabinete do PGR já está em tratativas com o Senado para garantir apoio técnico visando à operacionalização do protocolo”, acrescentou.

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