Para Maia, Guedes “desrespeitou” Câmara ao falar em “pauta-bomba”

Criticado pelo ministro da Economia, o texto do "Plano Mansueto Light" foi alterado pelo relator, o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ)

atualizado 13/04/2020 17:02

Rodrigo Maia na Mesa Diretora da CâmaraRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta segunda-feira (13/04) que o ministro da Economia, Paulo Guedes, “desrespeitou” os parlamentares ao chamar o projeto do “Plano Mansueto Light” de “pauta-bomba”.

Um dos motivos era a suspensão das dívidas dos estados e municípios à União e a previsão de R$ 50 bilhões em empréstimo. Com isso, o relator da proposta, o deputado Pedro Paulo (DEM-RJ), recuou e retirou os dispositivos do texto, que deverá ser pautado no plenário virtual da Casa nesta tarde.

“Não podemos ser acusados em um dia e depois sermos a solução. O desrespeito à Câmara foi muito grande. Ficamos tranquilos e equilibrados, mas é uma questão na qual  a sociedade cobra da gente responsabilidade”, disse Maia em coletiva de imprensa.

O deputado informou que a última versão do relatório mantém apenas o “fundamental”. “O governo disse que a proposta que incluía [esses dispositivos] era ‘pauta-bomba’. Como isso não me incomoda, porque todos sabem qual a minha agenda desde que assumi a presidência, e eles consideraram isso um excesso, tiramos o excesso.”

O presidente da Câmara afirmou que o projeto agora está “mais enxuto” e, se o governo quiser reintroduzir no texto a questão do endividamento dos entes federativos, deve mandar uma matéria própria. “Em dois ou três dias o plenário vota”, completou.

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