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Política

Orçamento secreto: demonizar emendas de relator é retrocesso, diz Lira

Presidente da Câmara afirmou que a situação terá de ser resolvida até dia 3 de dezembro, pois precisa estar consolidada no orçamento

23/11/2021 14:10, atualizado 23/11/2021 14:34
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Igo Estrela/Metrópoles
arthur lira, presidente da câmara, em close com fundo preto

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), criticou, nesta terça-feira (23/11), o fato de as emendas do relator terem sido apelidadas de “orçamento secreto” e afirmou que “demonizar” esse recurso é um “retrocesso”.

O parlamentar, contudo, disse que é necessário resolver com o Supremo Tribunal Federal (STF) até o dia 3 de dezembro, data em que se resolverá a questão do orçamento. Caso contrário, todo o saldo financeiro voltará para o governo federal. A execução das emendas foi suspensa pelo STF por falta de transparência.

“Demonizar as emendas do relator é trazer um retrocesso, porque vamos perder emendas que seriam destinadas a hospitais filantrópicos, escolas, creches, máquinas agrícolas e qualquer benefício que vá para os menores municípios”, pontuou Lira, em entrevista à GloboNews.

“É muito ruim quando a gente trata as coisas por apelidos. O orçamento não é secreto, isso é uma inverdade que machuca a execução de um orçamento que cuida de mudar sempre a vida das pessoas que mais precisam”, acrescentou.

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Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)
Lira ouviu de parlamentares que "não há como" bancada evangélica apoiar mudança na lei dos jogos
Lira criou em setembro um grupo de trabalho para tentar um consenso sobre os jogos
Presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)
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Hugo Barreto/Metrópoles

Lira explicou que, se as emendas de relator voltarem para o Executivo, a fiscalização será dificultada. “Aí eu quero ver como você vai controlar a quem o Executivo vai dar, quando vai dar, quanto vai dar e para onde vai”, argumentou. “Isso não é democratizar”, acrescentou.