“Não há hipótese de prorrogar o estado de calamidade”, diz Maia

Segundo o presidente da Câmara, a medida "seria uma sinalização muito ruim quanto à âncora fiscal", pois o orçamento tem "pouca gordura"

atualizado 17/10/2020 11:33

Rodrigo Maia na Mesa Diretora da CâmaraRafaela Felicciano/Metrópoles

O presidente da Câmara, deputado federal Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou nesta sexta-feira (17/10) que a possibilidade de prorrogação do estado de calamidade, decretado durante a pandemia do novo coronavírus, por mais três meses “não existe”.

“Não haverá nenhuma hipótese de se usar a PEC de Guerra e prorrogar o estado de calamidade”, declarou o parlamentar. Segundo ele, isso “seria uma sinalização muito ruim quanto à âncora fiscal”.

A princípio, o estado de calamidade pública terminará no fim de dezembro deste ano. No Congresso, no entanto, há articulações para que ele abarque mais três meses, o que abriria espaço para que benefícios ligados à PEC de Guerra também durem para além de 2020.

Ao avaliar a questão, Maia lembrou que o orçamento primário brasileiro tem hoje “pouca gordura”, o que afeta a capacidade do governo de manter o auxílio emergencial — lançado durante a pandemia — por mais tempo.

De acordo com o presidente da Câmara, há quem avalie que é possível “empurrar” mais o auxílio para o próximo ano, sem que haja problemas. Ele, contudo, diz que caso o benefício seja prorrogado, os brasileiros “pagarão a conta” a longo prazo.

0

 

Últimas notícias