Para Maia, auxílio não garante aprovação do governo: “Bonito a curto prazo”

O presidente da Câmara disse que a prorrogação do benefício pode aumentar a popularidade agora, mas no futuro "a conta será cobrada"

atualizado 17/10/2020 11:14

Rodrigo Maia, na solenidade de recebimento da reforma administrativaIgo Estrela/Metrópoles

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), disse neste sábado (17/10) que a possível prorrogação do auxílio emergencial, implantado em meio à pandemia do novo coronavírus, não vai assegurar a popularidade do governo Bolsonaro a longo prazo. As declarações foram dadas em evento da XP Investimentos.

Para o deputado federal, a proposta é “bonita” a curto prazo, mas no futuro, “a conta será cobrada”. “Não adianta dar uma boa notícia agora, porque depois quem vai pagar a conta são os beneficiários que estão sendo apoiados”, avaliou.

Maia citou o aumento dos recursos do Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), no governo da então presidente Dilma Rousseff (PT). “Em 2015, ela tinha avaliação de 8% de ótimo e bom. Quando você aumenta uma despesa, a conta chega. Ela pagou a conta com dois anos de recessão”, falou.

Sem prorrogação

Antes das declarações de Maia, nessa sexta-feira (16/10), o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que o auxílio emergencial — que era de R$ 600 e foi reduzido para R$ 300 — não será estendido para 2021.

“Não há qualquer plano para estender o auxílio, nenhum. Essa não é nossa intenção, não é o que o presidente disse. Não é o que o ministro da Economia quer. De jeito nenhum”, afirmou Guedes em evento virtual promovido por uma corretora de investimentos.

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