Mourão sobre pesquisa para eleição: “Lula não pode ser candidato, né?”

Levantamento feito pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria mostrou que petista supera Bolsonaro em potencial para o pleito de 2022

atualizado 08/03/2021 9:41

Vice-Presidente da República, Hamilton Mourão durante Solenidade de Entrega das Espadas aos Novos Aspirantes da Academia Militar das Agulhas Negras. Foto: Bruno Batista/ VPR

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) comentou, na manhã desta segunda-feira (8/3), a pesquisa que indicou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Nela, o petista supera o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nas eleições de 2022. Segundo o militar, tudo não passa de “especulação”.

“Tem muita água até lá, e o ex-presidente Lula não pode ser candidato, né? Então, é assunto que é só especulação. Acho difícil anular as duas condenações que ele tem. Uma foi até a terceira instância a outra até a segunda instância, acho complicado isso aí. Pode haver parte do processo talvez, um deles ser anulado e o outro não”, disse o general.

Lula está impedido pela Lei da Ficha Limpa de concorrer em 2022, pois tem duas condenações penais proferidas por órgão colegiado. Seus advogados buscam anular as sentenças que envolvem imóveis em Guarujá e Atibaia. Em entrevistas recentes, o petista negou a intenção de se candidatar.

Diferentemente de uma pesquisa de intenção de voto, na qual existe um possível confronto entre Bolsonaro ou Lula, a de potencial busca medir o piso e o teto de aceitação de cada possível candidato.

No levantamento, feito pela Inteligência em Pesquisa e Consultoria (Ipec) e divulgado pelo jornal Estadão, 50% dos entrevistados disseram que votariam com certeza ou poderiam votar em Lula se ele se candidatasse novamente à Presidência, e 44% afirmaram que não o escolheriam de jeito nenhum.

Bolsonaro aparece com 12 pontos porcentuais a menos no potencial de voto (38%), e 12% a mais na rejeição (56%).

Em vez de apresentar uma lista de candidatos e pedir ao entrevistado que aponte seu preferido, o instituto cita o nome de políticos e pergunta se o eleitor votaria nele com certeza, se poderia votar, se não votaria de jeito nenhum ou se não o conhece suficientemente para responder. A soma das duas primeiras respostas – “votaria com certeza” e “poderia votar” – é o potencial de votos de cada presidenciável.

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