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Política

Mourão minimiza ataques ao STF em protestos: "Liberdade de expressão"

Vice-presidente disse que pedidos de fechamento do Supremo durante manifestações do Dia do Trabalhador vêm de minoria

Mariana Costa02/05/2022 09:51, atualizado 13/05/2022 12:26
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Hugo Barreto/Metrópoles
Vice presidente Hamilton Mourão, recebe a primeira dose da vacina contra o coronavírus

O vice-presidente Hamilton Mourão (Republicanos) minimizou, na manhã desta segunda-feira (2/5), os ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF) proferidos durante os atos bolsonaristas desse domingo (1º/5), Dia do Trabalhador. O general classificou o protesto como “liberdade de expressão”, mas pontuou que a “maioria” não concorda com os pedidos feitos.

“Eu acho que isso aí é liberdade de expressão, né? Tem gente que quer isso, mas a imensa maioria do povo não quer. Não é? Normal”, disse Mourão ao ser questionado sobre pedidos de fechamento da Suprema Corte e instauração de regime militar no Brasil.

Perguntado sobre a avaliação dos atos, o vice disse que “foram normais e sem maiores complicações”. “Um pouco mais de gente do lado dos apoiadores do governo. Só isso”, frisou.

Mourão minimiza ataques ao STF em protestos: “Liberdade de expressão” - destaque galeria
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Mourão, que é casado com Paula Mourão e é pai de Antônio Hamilton Rossell Mourão, ingressou na carreira militar ainda na juventude. Com o tempo, foi conquistando espaço e cargos dentro do Exército
Chegou a ser instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras, foi vice-chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, enviado para Missão de Paz na Angola, comandou a 6ª Divisão do Exército em Porto Alegre, cuidou de assuntos militares na embaixada do Brasil na Venezuela, foi Comandante Militar do Sul, entre outros
Chefiou a Secretaria de Economia e Finanças, mas foi exonerado tempos depois. À época, a exoneração foi associada às declarações que ele fez durante palestra em clubes do Exército
Mourão nega que tenham acertado com generais possível saída de Jair Bolsonaro da Presidência
O senador Hamilton Mourão
Antônio Hamilton Martins Mourão é um general da reserva do Exército do Brasil e atual vice-presidente da República. Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Mourão tem mostrado interesse em disputar as eleições de 2022 longe de Bolsonaro
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Antônio Hamilton Martins Mourão é um general da reserva do Exército do Brasil e atual vice-presidente da República. Natural de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Mourão tem mostrado interesse em disputar as eleições de 2022 longe de Bolsonaro

Arthur Menescal/Metrópoles
Mourão, que é casado com Paula Mourão e é pai de Antônio Hamilton Rossell Mourão, ingressou na carreira militar ainda na juventude. Com o tempo, foi conquistando espaço e cargos dentro do Exército
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Mourão, que é casado com Paula Mourão e é pai de Antônio Hamilton Rossell Mourão, ingressou na carreira militar ainda na juventude. Com o tempo, foi conquistando espaço e cargos dentro do Exército

Romério Cunha/VPR
Chegou a ser instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras, foi vice-chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, enviado para Missão de Paz na Angola, comandou a 6ª Divisão do Exército em Porto Alegre, cuidou de assuntos militares na embaixada do Brasil na Venezuela, foi Comandante Militar do Sul, entre outros
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Chegou a ser instrutor na Academia Militar das Agulhas Negras, foi vice-chefe do Departamento de Educação e Cultura do Exército, enviado para Missão de Paz na Angola, comandou a 6ª Divisão do Exército em Porto Alegre, cuidou de assuntos militares na embaixada do Brasil na Venezuela, foi Comandante Militar do Sul, entre outros

Arthur Menescal/Especial Metrópoles
Chefiou a Secretaria de Economia e Finanças, mas foi exonerado tempos depois. À época, a exoneração foi associada às declarações que ele fez durante palestra em clubes do Exército
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Chefiou a Secretaria de Economia e Finanças, mas foi exonerado tempos depois. À época, a exoneração foi associada às declarações que ele fez durante palestra em clubes do Exército

Hugo Barreto/Metrópoles
Mourão nega que tenham acertado com generais possível saída de Jair Bolsonaro da Presidência
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Mourão nega que tenham acertado com generais possível saída de Jair Bolsonaro da Presidência

Rafaela Felicciano/Metrópoles
O senador Hamilton Mourão
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O senador Hamilton Mourão

Rafaela Felicciano/Metrópoles
O então presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão
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O então presidente Jair Bolsonaro e seu vice, Hamilton Mourão

Isac Nóbrega/PR
Após assumirem os cargos, no entanto, a relação de Bolsonaro e Mourão se tornou conturbada. Por diversas vezes, o presidente chamou os comentários do general de “infelizes”
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Após assumirem os cargos, no entanto, a relação de Bolsonaro e Mourão se tornou conturbada. Por diversas vezes, o presidente chamou os comentários do general de “infelizes”

Igo Estrela/Metrópoles
Entre as polêmicas envolvendo o nome do vice-presidente estão: comentários racistas, comemoração do “aniversário” do Golpe de 1964 no Brasil e o pedido de impeachment de Mourão feito pelo deputado Marco Feliciano em 2019, que foi arquivado por Rodrigo Maia
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Entre as polêmicas envolvendo o nome do vice-presidente estão: comentários racistas, comemoração do “aniversário” do Golpe de 1964 no Brasil e o pedido de impeachment de Mourão feito pelo deputado Marco Feliciano em 2019, que foi arquivado por Rodrigo Maia

Arthur Menescal/Metrópoles
O distanciamento cada vez mais claro entre Bolsonaro e Hamilton tornou evidente a ruptura da atual chapa presidencial. Desprezando o nome do atual vice-presidente para concorrer às eleições de 2022, Bolsonaro já tem ao menos outros três nomes para possível vice
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O distanciamento cada vez mais claro entre Bolsonaro e Hamilton tornou evidente a ruptura da atual chapa presidencial. Desprezando o nome do atual vice-presidente para concorrer às eleições de 2022, Bolsonaro já tem ao menos outros três nomes para possível vice

Rafaela Felicciano/Metrópoles
Mourão é ex-vice presidente de Bolsanaro
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Mourão é ex-vice presidente de Bolsanaro

Bruno Batista/ VPR

Atos pelo Brasil

O Dia do Trabalhador deste ano foi palco de uma disputa de militâncias políticas em manifestações pelo país. Os principais atos aconteceram em São Paulo e Brasília e tiveram a participação do presidente Jair Bolsonaro (PL), que discursou a seus apoiadores por vídeo, e Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que participou de evento organizado por centrais sindicais no centro da capital paulista.

Na capital federal, o ato bolsonarista na Esplanada dos Ministérios não repetiu a força de manifestações anteriores, como no 7 de Setembro do ano passado, mas teve público bem maior do que o promovido por entidades de esquerda, na Funarte.

Simpatizantes do movimento foram flagrados com placas pedindo o fechamento do Supremo Tribunal Federal (STF), ataques a magistrados da Corte e requisição de novo regime militar.

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