Mourão evita citar Carlos: país precisa “deixar de discutir no varejo”

Durante a homenagem na Assembleia Legislativa do Piauí, um deputado levantou a faixa "Por que não te calas, Olavo da Virgínia?"

atualizado 26/04/2019 19:35

Marcelo Camargo/Agência Brasil

O vice-presidente da República, Hamilton Mourão (PRTB), preferiu não citar os ataques que sofreu recentemente feitos pelo vereador do Rio de Janeiro Carlos Bolsonaro (PSC) – filho do presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL) – e pelo escritor Olavo de Carvalho. As informações são da Folha de S. Paulo.

Em um momento da homenagem que recebeu nesta sexta-feira (26/04/2019), em Teresina, da Assembleia Legislativa do Piauí, o deputado estadual Henrique Pires (MDB), um dos propositores da homenagem a Mourão, levantou uma faixa no plenário com os dizeres “Por que não te calas, Olavo da Virgínia? Viva Mourão do Brasil e agora piauiense”. O general, porém, apenas observou.

Mourão disse que o Brasil precisar parar de discutir no “varejo”: “A nação necessita de mais entendimento, segurança e mais oportunidades de crescimento. Temos que deixar de discutir no varejo, para discutir somente no atacado”.

O general aproveitou a ocasião para elogiar a atual gestão federal. Segundo Mourão, “o presidente tem se empenhado em mudanças profundas na sociedade, em um projeto de estado que visa o bem comum, a liberdade e a segurança das futuras gerações”.

Entenda
O vereador Carlos Bolsonaro decidiu entrar no embate entre o escritor Olavo de Carvalho e o vice-presidente, Hamilton Mourão. Nas redes sociais, o político criticou a postura do general e disse que ele está no “último suspiro de vida”.

Carlos compartilhou um vídeo de uma entrevista de Mourão na qual ele sugere ser melhor a população venezuelana não estar armada para enfrentar o presidente Nicolás Maduro. “Senão, iríamos para uma guerra civil na Venezuela que seria horrível para o hemisfério como um todo”.

Na última segunda-feira (23/04/2019), em mensagem lida pelo porta-voz da Presidência, general Otávio Rego Barros, Bolsonaro pediu para que os conflitos entre a ala que segue o escritor Olavo de Carvalho no governo, da qual Carlos faz parte, parasse com as brigas com os militares, sobretudo com o vice.

Na terça (24/04/2019), porém, o próprio presidente fez defesa enfática do filho, novamente por meio do porta-voz, ao dizer que ele sempre estaria ao seu lado por ser “sangue do seu sangue”.

Carlos porém voltou a atacar Mourão ainda nesta quarta-feira, acusando o general da reserva de ser “alinhado” com inimigos do presidente.

“Caiu no colo de Mourão algo que jamais plantou. Estranhíssimo seu alinhamento com políticos que detestam o presidente”, disse o vereador carioca ao resgatar fala de Mourão do dia 9 de abril, quando ele afirmou que o ex-deputado Jean Wyllys (PSol-RJ) não precisaria ter saído do país após as ameaças porque o Estado poderia protegê-lo.

Como continuidade, na quarta-feira (24/04/2019), o segundo filho do presidente da República disse “não ataca ninguém”. Logo depois, porém, publicou um novo vídeo detonando o vice. Com o sugestivo título de “General Mourão: o traidor?”.

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