Após ataque a Mourão, Bolsonaro defende Carlos: “Sangue do meu sangue”

Por meio do porta-voz, Otávio Rêgo Barros, o presidente afirmou ainda que quer colocar um ponto final nas brigas com o vice-presidente

Marcello Casal Jr/Agência BrasilMarcello Casal Jr/Agência Brasil

atualizado 23/04/2019 19:30

A respeito dos ataques de Carlos Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente Jair Bolsonaro (PSL), direcionados ao vice-presidente da República, Hamilton Mourão o chefe do Executivo afirmou, por meio de seu porta-voz, Otávio Rêgo Barros, que deseja “colocar um ponto final” nos desentendimentos. O presidente enfatizou que seu filho sempre estará do seu lado em todas as discussões. “É sangue do meu sangue”, comentou o presidente.

“O filho [Carlos Bolsonaro] foi um dos grandes responsáveis pela vitória nas ruas contra tudo e contra todos”, disse o porta-voz. Segundo Rêgo Barros, Mourão é subcomandante do governo que topou o desafio das eleições e sempre terá o apreço do presidente. “Quaisquer outras influências externas ao governo que venham a contribuir para as mudanças propostas, serão sempre bem-vindas”, finalizou.

Sobre o vídeo gravado pelo guru do bolsonarismo, Olavo de Carvalho, Barros disse que o astrólogo deve se responsabilizar pelas suas falas. “O senhor presidente evidencia que declarações individuais são de exclusiva responsabilidade daquele que as emite”, completou.

Previdência
Sobre a votação da reforma da Previdência que está sendo votada pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), na Câmara dos Deputados, Bolsonaro afirmou, por meio de seus porta-voz, que esse é “mais um passo difícil na trajetória de mudar o país”. Barros agradeceu toda a equipe que contribuiu com as articulações políticas.

“O governo sabe que enfrentará resistências, mas essa pauta transcende a questão de governo. Estamos convencidos que os sacríficos serão duradouros a gerações que venham se suceder”, afirmou.

Indígenas
Na oportunidade, o porta-voz disse que o governo está disposto a receber as principais lideranças indígenas e a trabalhar em conjunto com a FUNAI. “O governo está empenhado em possibilitar o acesso aos órgão sem intermediários a fim de ouvir problemas, capturar sugestões, esclarecer e fazer o esforço para solucionar os desafios e melhorar as condições de vida dos indígenas”, finalizou.

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