Mourão diz que julgamento da chapa com Bolsonaro não dará em nada

Na semana passada, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral, marcou discussão do assunto para esta terça

atualizado 25/10/2021 11:07

Gustavo Moreno/Especial Metrópoles

O vice-presidente Hamilton Mourão (PRBT) disse, na manhã desta segunda-feira (25/10), na chegada ao Palácio do Planalto, não acreditar que o julgamento de duas ações que pedem a cassação da chapa com Jair Bolsonaro (sem partido) tenha consequência grave. A apreciação do processo será nesta terça-feira (26/10).

“Não vai acontecer nada. Ou alguém vai pedir vista para continuar segurando a espada de Dâmocles na nossa cabeça ou seremos inocentados, porque as acusações que estão sendo colocadas ali não procedem”, disse o general.

Dâmocles era conselheiro da corte de Dionísio, tirano de Siracusa, no século IV a.C. A expressão “espada de Dâmocles” remete a um episódio em que a arma fica sobre a cabeça do conselheiro, presa por uma crina de cavalo, e significa o perigo sempre presente, principalmente em relação ao cargo que se ocupa.

Na semana passada, o ministro Luís Roberto Barroso, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), marcou a discussão da pauta oficialmente para a terça-feira. Os processos dizem respeito a uma suposta contratação de serviço de disparos em massa durante a campanha eleitoral de 2018.

colunista Igor Gadelha, do Metrópoles, antecipou a informação a noticiar que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) havia sido comunicado sobre o andamento das ações e a data da análise.

Ao marcar o início do julgamento para a próxima terça, Barroso permite que o atual corregedor do tribunal, Luis Felipe Salomão, participe do julgamento. O ministro, que acompanhou o andamento das investigações, deixará o TSE no próximo dia 29 de outubro.

Milícia digital

As duas ações, protocoladas pela coligação O Povo Feliz de Novo (PT, PCdoB e Pros), pedem a cassação da chapa por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. O TSE utiliza as mesmas provas apuradas em inquéritos sobre “milícia digital” que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF).

Os inquéritos no STF investigam organização criminosa “de forte atuação digital, dotada de núcleo político, de produção, de publicação e de financiamento, cujas atividades teriam tido continuidade após as Eleições 2018 e avançado até a campanha de 2020 em diante”.

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