Lula embarca para a Argentina, onde participará de cúpula do Mercosul

Durante Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, presidentes de países do bloco vão discutir, entre outros temas, acordo com a União Europeia

atualizado

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Presidente Lula discursa em cerimônia de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, no Salão Nobre do Palácio do Planalto - metrópoles
1 de 1 Presidente Lula discursa em cerimônia de celebração do Dia Mundial do Meio Ambiente, no Salão Nobre do Palácio do Planalto - metrópoles - Foto: Vinícius Schmidt/Metrópoles

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarcou, nesta segunda-feira (3/7), para Puerto Iguazú, província de Misiones, na Argentina, onde irá participar da 62ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul, bloco formado por Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai.

A cúpula ocorrerá nesta terça-feira (4/7). Na ocasião, o Brasil receberá do governo argentino a presidência temporária do bloco econômico, com mandato até o fim de 2023.

Segundo o Palácio do Planalto, durante o encontro, os presidentes dos países do Mercosul vão debater temas como saúde, educação, proteção às mulheres e aos povos indígenas, além do acordo com a União Europeia.

Na cúpula desta terça, também serão discutidos assuntos como um possível tratado com a Associação Europeia de Comércio Livre (AECL), grupo de países do continente que não participam do bloco europeu (Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein), e outro com Singapura.

Mercosul-UE

As negociações do acordo entre Mercosul e União Europeia foram concluídas em 28 de junho de 2019. Mas para que o tratado passe a vigorar de fato, ele deve passar por um processo de revisão e ratificação por parte dos congressos nacionais dos países do Mercosul e pelo Parlamento Europeu.

Há divergências sobre o acordo entre os dois blocos. Um dos entraves, por exemplo, está na questão ambiental, liderada pela França.

O Parlamento francês pede que os agricultores da América do Sul tenham como base as mesmas regras sanitárias e ambientais da Europa e solicita ainda que, em um eventual acordo da União Europeia com o Mercosul, seja incluída uma cláusula para suspender o tratado caso o bloco sul-americano não respeite o Acordo de Paris.

O governo brasileiro tem elaborado, internamente, um documento com respostas a essas exigências ambientais. Lula já disse que os termos colocados pela UE ao Mercosul para garantir a ratificação do acordo de livre comércio entre os dois blocos “são inaceitáveis”.

Trocas comerciais

De acordo com o governo brasileiro, as trocas comerciais entre os países do Mercosul alcançaram o valor de US$ 40,7 bilhões em 2022. Nos cinco primeiros meses deste ano, o volume foi de US$ 17,7 bilhões, um aumento de 12,3% em relação ao mesmo período no ano passado.

A maior parte das exportações brasileiras para o Mercosul é de produtos industrializados, como veículos e autopeças. Em 2022, as vendas do país para o bloco alcançaram o registo de US$ 21,9 bilhões, o equivalente a 6,5% das exportações brasileiras, contra US$ 18,9 bilhões em importações (ou 6,9% das importações totais), gerando um superávit de US$ 3 bilhões para o Brasil.

Na última década, a média do comércio dentro da região tem girado em torno de US$ 39 bilhões. O intercâmbio comercial do Mercosul com o mundo foi de US$ 727 bilhões em 2022, sendo US$ 398 bilhões voltados a exportações. Os principais destinos das vendas do Mercosul são China, Estados Unidos e Países Baixos.

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