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Política

Kátia Abreu diz que foi expulsa por "não ter feito concessão à ética"

PMDB decidiu pela desfiliação da senadora nesta quinta-feira (23/11). A parlamentar deu o primeiro passo de saída da sigla ao criticar Temer

23/11/2017 20:30, atualizado 23/11/2017 20:44
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José Cruz/Agência Brasil
Kátia Abreu diz que foi expulsa por “não ter feito concessão à ética”

A senadora Kátia Abreu (TO) divulgou nota oficial comentando a sua expulsão do PMDB, que ocorreu na tarde desta quinta-feira (23/11). Segundo ela, a legenda optou por expulsá-la porque a parlamentar não teria aceitado ser antiética. “Fui expulsa exatamente por não ter feito concessão à ética na política. Fui expulsa por defender posições que desagradam o governo. Fui expulsa pois ousei dizer não a cargos, privilégios ou regalias do poder”, destacou.

A senadora também criticou o comando partidário e a comissão que aprovou sua expulsão. “A mesma comissão de ‘ética’ não ousou abrir processo contra membros do partido presos por corrupção e crimes contra o país. Fiquei no PMDB e não saí como queriam. Fiquei e lutei pela independência de ideias e por acreditar que um partido deve ser um espaço plural de debates. A democracia não aceita a opressão”, acusou.

Mais cedo, o presidente do PMDB, senador Romero Jucá (PE), anunciou a expulsão da senadora e disse que a decisão foi unânime. Jucá afirmou que a retirada da filiação da parlamentar demonstra a nova “fase de posicionamento do partido”. No pedido de expulsão, Kátia é acusada de adotar “postura que vai contra as diretrizes” da sigla.

Kátia Abreu deu o primeiro passo de saída da legenda ao criticar o governo de Michel Temer (PMDB-SP). Além disso, ela votou contra uma das principais reformas propostas pela Presidência da República, a que altera as leis trabalhistas. A senadora ainda declarava oposição à reforma da Previdência.

Até agora, apenas o ex-presidente do Senado Renan Calheiros (AL) saiu em defesa da parlamentar. Segundo o senador, a posição do Conselho de Ética da sigla “parece resultado desses tempos confusos que o Brasil vive. É um ato extremo que contraria as práticas políticas do PMDB e a a sua própria história.”