General encerra coletiva para evitar pergunta sobre Bolsonaro
Ministro da Casa Civil sinalizou para assessora no momento em que repórter começou a questionar giro do presidente pelo DF no domingo
atualizado
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O novo formato de entrevista sobre a crise do coronavírus, que colocou a equipe do Ministério da Saúde integrada à de outras pastas, inaugurado nesta segunda-feira (30/03) no Palácio do Planalto, começou com um “drible” para evitar perguntas incômodas por parte dos jornalistas.
Após os pronunciamentos formais dos ministros, o microfone foi aberto para oito perguntas – a quantidade havia sido determinada pela própria equipe da Presidência. Apenas quatro foram feitas, contudo.
No momento em que um repórter começou a questionar o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, sobre o giro feito pelo presidente Jair Bolsonaro por vários locais do Distrito Federal na manhã de domingo (29/03), incentivando as pessoas a saírem de casa para trabalhar, o ministro-chefe da Casa Civil, general Walter Braga Netto, sinalizou para que a assessoria acabasse com a entrevista. Veja:
Netto claramente se movimentou para se esquivar de questões envolvendo o comportamento do presidente Jair Bolsonaro, opostas a recomendações mundiais e de seu próprio governo. O general olhou para seu lado direito, sinalizou com a mão de um lado para o outro e imediatamente uma assessora anunciou: “Em função do adiantamento da hora, a presente coletiva está encerrada. Os ministros se retirarão do recinto”.
A entrevista foi efetivamente encerrada, embora Mandetta e seus auxiliares tenham permanecido para apresentar mais dados do boletim diário – sem, porém, a possibilidade de responder perguntas.
