Flávio diz que ala do Patriota não entendeu “magnitude” de Bolsonaro

O senador considerou a decisão de afastamento do presidente da legenda como "tiro na cabeça" e disse que vai "arrumar a casa" no partido

atualizado 24/06/2021 19:28

Flávio e Jair BolsonaroIgo Estrela/Metrópoles

Ao comentar a decisão de afastamento do presidente do Patriota, Adilson Barroso, tomada pelo partido nesta quinta-feira (24/6), o senador Flávio Bolsonaro (Patriota-RJ), filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), disse que uma ala minoritária da legenda “não entendeu a magnitude da chegada de um presidente da República ao partido”.

Segundo Flávio, sua ida à legenda teve o objetivo de “arrumar a casa” para a chegada do pai, que precisa se filiar a alguma sigla para disputar a eleição no próximo ano.

Ele classificou como ilegal a convenção realizada nesta quinta. O senador avaliou que a situação pode ser comparada a um “tiro na cabeça” da ala comandada por Ovasco Resende, vice-presidente, que assume o comando da sigla durante o afastamento de Barroso.

“Infelizmente, uma ala minoritária do Patriota não entendeu a magnitude da chegada de um Presidente da República ao partido. Convenção ilegal convocada por eles, sem previsão no estatuto e que é um verdadeiro tiro na cabeça deles mesmos. Fui para o Patriota antes de todo mundo para arrumar a casa e é o que vamos fazer”, disse o senador, por meio de nota.

Flávio Bolsonaro chegou à legenda em maio deste ano.

A decisão tomada nesta quinta afasta Barroso, que é aliado de Bolsonaro, por 90 dias. A reunião ocorreu em um hotel, em Brasília, e foi convocada por Ovasco Resende.

O caso será encaminhado à Comissão de Ética do partido. Barroso terá direito a defesa. Caso seja necessário, o afastamento poderá ser prorrogado por mais 90 dias.

Além disso, durante a reunião, foi criada uma comissão para decidir se o partido terá uma candidatura própria à Presidência da República.

Ovasco, outros 15 dirigentes partidários e quatro deputados federais estão descontentes com o presidente do partido, Adilson Barroso, acusado de mudar o estatuto da legenda para abrir caminho à filiação do presidente.

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