Felipe d’Avila promete vender Petrobras no primeiro dia de governo

Cientista político ponderou sobre desemprego, educação, crise econômica e aumento dos preços no lançamento de pré-candidatura à Presidência

atualizado 03/11/2021 15:59

Felipe d’Avila, formalizado  como pré-candidato à presidência pelo partido Novo, criticou o governo do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no lançamento de sua prévia de campanha e prometeu vender a Petrobras no primeiro dia de gestão, caso seja eleito.

Segundo ele, a estatal petroleira “foi fonte de corrupção em governos de esquerda” e se tornou mecanismo de “manipulação dos preços dos combustíveis”.

O cientista político ponderou ainda sobre assuntos como desemprego, educação, crise econômica e o aumento dos preços.

Um dos pontos mais fortes do discurso, nesta quarta-feira (3/11), foi quando Felipe reclamou do preço da energia elétrica. “Vamos pagar a conta de novo?”, reclamou, citando também o governo da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que também enfrentou problemas ligados à geração e distribuição de energia.

Alta dos preços

O aumento no preço da energia elétrica resultará em uma queda de R$ 8,2 bilhões no Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, neste ano, em comparação com o que ocorreria sem a crise hídrica.

Para 2022, a previsão é de perda de R$ 14,2 bilhões. A informação é apontada pelo estudo “Impacto econômico do aumento no preço da energia elétrica”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O pré-candidato defendeu ainda que o país ofereça igualdade de oportunidades. Ele afirmou que é preciso repensar o liberalismo e abertura de mercado para gerar riqueza.

“Como que o Brasil pode participar ativamente da economia digital, ou seja trazer tecnologia para gerar riquezas?”, questionou.

3ª via

O pré-candidato se auto afirmou um nome para a chamada terceira via, candidatura que tenta atuar no vácuo da polarização do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “Eles têm agenda própria. Quero discutir outras propostas”, afirmou.

d’Avila prometeu diálogo com os políticos das mais diferentes matizes, mas frisou que não negociará com “pilantras”, mas não citou ninguém.

O ex-juiz Sergio Moro aparece como um possível nome para a terceira via. O pré-candidato do Novo contou que mantém conversas com ele e que a participação dele acrescenta na campanha.

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