Federação Israelita pede a Bolsonaro demissão imediata de Alvim

Grupo religioso classificou ato como "sinal assustador" e lembrou que Goebbels foi um dos principais líderes do regime nazista

Rafaela Felicciano/Metrópoles

atualizado 17/01/2020 10:56

A Confederação Israelita do Brasil (Conib) disse que considera “inaceitável” o uso de discurso nazista pelo secretário da Cultura do governo Jair Bolsonaro (sem partido), Roberto Alvim.

O grupo religioso reagiu nesta sexta-feira (17/01/2020) ao discurso de Alvim que, ao anunciar o Prêmio Nacional das Artes, citou o ministro da Propaganda do governo de Adolf Hitler, Joseph Goebbels.

“Emular a visão do ministro da Propaganda nazista de Hitler, Joseph Goebbels, é um sinal assustador da sua visão de cultura, que deve ser combatida e contida”, inicia a nota de repúdio.

A Conib frisa que Goebbels foi um dos principais líderes do regime nazista, que empregou a propaganda e a cultura para “deturpar corações e mentes” dos alemães e dos aliados nazistas a ponto de cometerem o Holocausto, o extermínio de seis milhões de judeus na Europa, entre tantas outras vítimas.

“O Brasil, que enviou bravos soldados para combater o nazismo em solo europeu, não merece isso. Uma pessoa com esse pensamento não pode comandar a cultura do nosso país e deve ser afastada do cargo imediatamente”, finaliza o texto.

Entenda o caso
Roberto Alvim usou trechos do discurso do ministro da Propaganda do governo de Adolf Hitler, Joseph Goebbels, para anunciar o Prêmio Nacional das Artes e provocou reações.

“A arte brasileira da próxima década será heroica e será nacional. Será dotada de grande capacidade de envolvimento emocional e será igualmente imperativa, posto que profundamente vinculada às aspirações urgentes do nosso povo, ou então não será nada”, disse Alvim.

O secretário afirmou ainda que “ao país a que servimos só interessa uma arte que cria a sua própria qualidade a partir da nacionalidade plena”. “Queremos um cultura dinâmica e, ao mesmo tempo, enraizada na nobreza dos nossos mitos fundantes. Pátria, família, a coragem do povo e a sua profunda ligação com Deus amparam nossas ações na criação de políticas públicas“, emendou.

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